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Violência no Madeira pode atrasar obras do Jirau

Valor

18/03/2011 09h41 | Atualizada em 18/03/2011 13h40


O confronto entre trabalhadores na usina do Jirau, no Rio Madeira, em Rondônia, já pode comprometer o prazo de entrega da hidrelétrica, cujo início das operações estava previsto para março de 2012. O diretor-presidente do consórcio vencedor da obra, Victor Paranhos, afirmou que as obras estão completamente paradas.

Nesta quinta-feira, novo confronto na usina levou ao incêndio de alojamentos e escritórios que ainda não tinham sido destruídos. Na quarta-feira, diversos ônibus que fazem o transporte dos trabalhadores para os alojamentos foram queimados e destruídos.

O presidente contou que o motim começou com um desentendimento entre um motorista desses ônibus e um operário. Isso teria deflagrado uma onda de violência no loc

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O confronto entre trabalhadores na usina do Jirau, no Rio Madeira, em Rondônia, já pode comprometer o prazo de entrega da hidrelétrica, cujo início das operações estava previsto para março de 2012. O diretor-presidente do consórcio vencedor da obra, Victor Paranhos, afirmou que as obras estão completamente paradas.

Nesta quinta-feira, novo confronto na usina levou ao incêndio de alojamentos e escritórios que ainda não tinham sido destruídos. Na quarta-feira, diversos ônibus que fazem o transporte dos trabalhadores para os alojamentos foram queimados e destruídos.

O presidente contou que o motim começou com um desentendimento entre um motorista desses ônibus e um operário. Isso teria deflagrado uma onda de violência no local.

“Não sabemos por quanto tempo vai parar (a obra), mas temos que voltar ao controle do canteiro de obras. O episódio pode provocar reavaliação (de prazos)”, disse Paranhos. “Não identificamos o motivo para uma manifestação desse tipo”, acrescentou.

Ele contou que a polícia foi acionada para conter o motim, e a Força Nacional de Segurança também deve ser deslocada para a área. Os seguranças da obra não trabalham armados.

A sensação geral no entorno das obras é de instabilidade. “As pessoas que trabalham lá estão nervosas e inseguras de continuar. Isso também cria insegurança para investimentos”, revelou.

O presidente afirmou que a construção da usina já passou de 60%. O desvio do Rio Madeira já estava praticamente concluído e cerca de 50% dos equipamentos estão no canteiro. Mas esses equipamentos, assim como dois armazéns de explosivos utilizados no desvio do rio, estão preservados e sob vigilância policial.

 

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