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Usinas atraem novas fábricas de cimento

Com unidade da Ternium, capacidade de produção de aço no Estado vai a 20 milhões de toneladas

Valor Econômico

16/09/2010 14h13 | Atualizada em 16/09/2010 17h15


A entrada da Ternium no mercado brasileiro do aço consolida a posição do Estado do Rio como grande produtor siderúrgico do país. Até 2013, as atuais cinco usinas instaladas no Estado mais a nova usina do Açú poderão somar capacidade de 20,4 milhões de toneladas de aço bruto/ano.

Nessa soma entram a CSN, com uma produção de 6,1 milhões de toneladas anuais em Volta Redonda, 1,8 milhão de toneladas das duas siderúrgicas do grupo Votorantim - a de Resende, inaugurada em 2009, e a de Barra Mansa, uma das mais antigas do país. Outras 5 milhões de toneladas vêm da ThyssenKrupp CSA, inaugurada este ano, e 1,5 milhão de toneladas da Cosigua (Gerdau), da década de 80, mais a usina da Ternium Brasil.

Se nos próximos três anos a chin

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A entrada da Ternium no mercado brasileiro do aço consolida a posição do Estado do Rio como grande produtor siderúrgico do país. Até 2013, as atuais cinco usinas instaladas no Estado mais a nova usina do Açú poderão somar capacidade de 20,4 milhões de toneladas de aço bruto/ano.

Nessa soma entram a CSN, com uma produção de 6,1 milhões de toneladas anuais em Volta Redonda, 1,8 milhão de toneladas das duas siderúrgicas do grupo Votorantim - a de Resende, inaugurada em 2009, e a de Barra Mansa, uma das mais antigas do país. Outras 5 milhões de toneladas vêm da ThyssenKrupp CSA, inaugurada este ano, e 1,5 milhão de toneladas da Cosigua (Gerdau), da década de 80, mais a usina da Ternium Brasil.

Se nos próximos três anos a chinesa Wuhan já tiver instalada no porto de São João da Barra (RJ), vai acrescentar mais 5 milhões de toneladas a esta conta, totalizando uma oferta fluminense de 25,4 milhões de toneladas de aço.

Otávio Lazcano, presidente da LLX Logística, comemorou o acordo com a Ternium e lembrou que a empresa será a primeira âncora da retroárea industrial do superporto do Açu, no litoral norte do Estado. Ele informou que ainda não foi celebrado um acordo comercial com a Wuhan como o que firmado ontem com os argentinos. "Não negociamos ainda este contrato com a Wuhan", afirmou.

A LLX já assinou promessa de compra e venda de aproximadamente 8 mil hectares do terreno de 9 mil hectares da Codin (órgão do governo estadual), reservados para instalação da área industrial do porto do Açu, onde serão instaladas as siderúrgicas, unidade de tratamento de petróleo, térmica de 2.100 MW e duas cimenteiras.

Segundo o comunicado da LLX a respeito do acordo com a empresa do grupo Techint, a LLX já possui 60 memorandos de entendimentos em negociação com empresas que querem se instalar ou movimentar carga no porto.

As novas usinas de aço no Rio estão fomentando a produção de cimento local. A exemplo do que ocorreu na CSA, em Santa Cruz, que atraiu uma fábrica da Votorantim, os dois projetos previstos no complexo portuário do Açú - o da Ternium e o da chinesa Wuhan - vão abrir caminho para duas novas cimenteiras, uma da Camargo Corrêa e outra também da Votorantim.

A escória que sairá como sub-produto dos altos-fornos no processo de produção do aço será o insumo básico para a fabricação de cimento nas unidades da Votorantim e Camargo . O material é misturado ao clínquer, matéria-prima obtida da extração e industrialização do calcário.

Votorantim e Camargo assinaram há um ano memorandos de intenção com a LLX Açú para instalar as unidades industriais. "Vamos fazer a fábrica, desde que tenha siderúrgica para gerar a escória", afirmou Walter Schalka, presidente de Votorantim Cimentos ao Valor. Segundo afirmou, a área já está negociada com a LLX, mas falta a definição final da instalação da usina de aço.

Segundo o executivo, o tamanho da fábrica deverá ser igual ao projeto de Itaguaí, na CSA, de 1,5 milhão de toneladas por ano. Esse investimento integra o pacote de R$ 5 bilhões que a VC vem investindo desde 2007 no país.

O projeto da Camargo teria capacidade para pelo menos 700 mil toneladas anuais de cimento e compõe o pacote da construtora para quatro novas fábricas no país, ainda sem locais e valor de investimento especificados.

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