FECHAR
01 de julho de 2021
Voltar

Transformação digital chega à engenharia, mas ainda é lacuna para engenheiros

Especialista aponta que com poucas empresas investindo no futuro, o setor enfraquece e encontra desafios para se renovar e avançar na modernização de processos internos
Fonte: Assessoria de Imprensa

Trabalhar com a ajuda da tecnologia não é uma novidade para os profissionais de engenharia, pois hoje contamos com diversas ferramentas que facilitam a criação, desenvolvimento e acompanhamento de projetos.

Embora alguns segmentos construtivos realizem investimentos mais intensos em transformação digital, ainda é baixo o apetite por inovação em toda a cadeia. Com poucas empresas investindo no futuro, o setor enfraquece e encontra desafios para se renovar e avançar na modernização de processos internos e, consequentemente, na qualificação de profissionais.

Apesar das inúmeras aplicações de recursos como simulações em 3D, uso de drones e alguns softwares de gerenciamento presentes nas construções, há muitos profissionais recém-formados com pouca ou quase nenhuma experiência com essas tecnologias. Ainda existem aqueles que apenas conhecem os métodos mais tradicionais e analógicos.

Segundo pesquisas da McKinsey & Company e de especialistas em produtividade de capital, a construção civil nunca investiu em tecnologia ou digitalização.

Isso é apontado como o principal motivo para o mercado brasileiro continuar operando da mesma maneira que atuava nos anos 1940. Com isso, não só o mercado não evoluiu...


Trabalhar com a ajuda da tecnologia não é uma novidade para os profissionais de engenharia, pois hoje contamos com diversas ferramentas que facilitam a criação, desenvolvimento e acompanhamento de projetos.

Embora alguns segmentos construtivos realizem investimentos mais intensos em transformação digital, ainda é baixo o apetite por inovação em toda a cadeia. Com poucas empresas investindo no futuro, o setor enfraquece e encontra desafios para se renovar e avançar na modernização de processos internos e, consequentemente, na qualificação de profissionais.

Apesar das inúmeras aplicações de recursos como simulações em 3D, uso de drones e alguns softwares de gerenciamento presentes nas construções, há muitos profissionais recém-formados com pouca ou quase nenhuma experiência com essas tecnologias. Ainda existem aqueles que apenas conhecem os métodos mais tradicionais e analógicos.

Segundo pesquisas da McKinsey & Company e de especialistas em produtividade de capital, a construção civil nunca investiu em tecnologia ou digitalização.

Isso é apontado como o principal motivo para o mercado brasileiro continuar operando da mesma maneira que atuava nos anos 1940. Com isso, não só o mercado não evoluiu, como as instituições de ensino também deixaram de avançar com as constantes inovações de outros segmentos tão importantes quanto.

O desafio de implementar a transformação digital se torna ainda maior quando olhamos para dentro das empresas, pois, assim como a dificuldade de formar novos profissionais com essas habilidades, também há uma grande resistência dos mais experientes em aderir às novas tecnologias, seja pela aceitação da ferramenta ou mesmo pela falta de conhecimento para operá-las. Essa desconfiança é reforçada pelo fato de que de quatro em cada dez companhias não possuem uma área focada em transformação digital ou não realizam ações para preparar seus profissionais para esta mudança de mercado.

Especialistas afirmam que a construção civil tem alto potencial para se desenvolver tecnologicamente devido à sua defasagem em comparação com outros mercados. O setor precisa incentivar e investir em inovações como o BIM (Building Information Model) para abrir caminho para outras novidades que podem mudar o mercado amplamente, rompendo a barreira da tradição.

Com mais aplicações tecnológicas como ferramentas de monitoramento e gerenciamento de recursos, impressão e simulações 3D, soluções de BigData e automação, as empresas e projetos alcançaram ganhos significativos em produtividade e irão incentivar mudanças nas grades curriculares das instituições de ensino, reforçando a necessidade de qualificação que o mercado necessita.

Outro pilar importante nesta transformação é a criação de uma área especializada em transformação digital dentro da estrutura corporativa. Com uma equipe dedicada, é possível avaliar pontos de melhoria e avanço, bem como a aplicação de novas tecnologias e até a preparação de profissionais para essas novas ferramentas.

É preciso buscar caminhos que estimulem a mudança de mentalidade dento desse setor, ampliar a integração dos processos e dos times através da conectividade e dos dados. O setor de Construção deve priorizar a digitalização para melhorar a eficiência e a produtividade em campo.

*Sonia Keiko, vice-presidente de Novos Negócios e Head de Inovação da Engemon

Av. Francisco Matarazzo, 404 Cj. 701/703 Água Branca - CEP 05001-000 São Paulo/SP

Telefone (11) 3662-4159

© Sobratema. A reprodução do conteúdo total ou parcial é autorizada, desde que citada a fonte. Política de privacidade