Mineração
REUTERS
20/01/2012 14h32 | Atualizada em 20/01/2012 17h57
O grupo alemão produtor de aço ThyssenKrupp sinalizou a acionistas nesta sexta-feira que não pretende sair rapidamente de seus negócios no Brasil e nos Estados Unidos, reunidos sob a unidade Steel Americas, mas alertou que a companhia enfrenta um difícil 2012 com significativa queda no lucro do primeiro trimestre fiscal.
A maior siderúrgica da Alemanha tem enfrentado dificuldades com atrasos e custos além do orçado na construção da usina Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA), anunciando no ano passado que os problemas tinham arrastado a companhia para o prejuízo.
Falando a acionistas durante reunião anual da empresa, o presidente-executivo Heinrich Hiesinger
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O grupo alemão produtor de aço ThyssenKrupp sinalizou a acionistas nesta sexta-feira que não pretende sair rapidamente de seus negócios no Brasil e nos Estados Unidos, reunidos sob a unidade Steel Americas, mas alertou que a companhia enfrenta um difícil 2012 com significativa queda no lucro do primeiro trimestre fiscal.
A maior siderúrgica da Alemanha tem enfrentado dificuldades com atrasos e custos além do orçado na construção da usina Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA), anunciando no ano passado que os problemas tinham arrastado a companhia para o prejuízo.
Falando a acionistas durante reunião anual da empresa, o presidente-executivo Heinrich Hiesinger, afirmou que a Steel Americas, unidade que controla usinas de 12 bilhões de dólares no Brasil e nos Estados Unidos, vai ficar no vermelho novamente no primeiro trimestre fiscal.
Mas o executivo comentou que a companhia continua convencida de que o mercado das Américas oferece "grandes oportunidades".
"Apesar das atuais dificuldades, continuamos convencidos... que poderemos nos diferenciar com sucesso da competição lá, assim como na Europa", disse Hiesinger, que assumiu o comando do grupo há um ano e está liderando um radical esforço de reestruturação.
"Mas a única maneira de melhorar esse potencial é completar com sucesso o processo de aumento de produção de nossas usinas no Brasil e nos Estados Unidos e otimizarmos os custos." Os comentários do executivo foram feitos um dia depois que a revista alemã Manager, citando fontes da companhia, publicou que a ThyssenKrupp estava considerando a venda de suas usinas no Brasil e nos EUA.
Analistas manifestaram dúvidas sobre a lógica de uma venda apressada, dado o cenário de fragilidade econômica e o fato de que os ativos ainda não entregaram todo o seu potencial.
Hiesinger afirmou que a divisão de materiais, que envolve as atividades siderúrgicas na Europa e nas Américas, teve um início de primeiro trimestre difícil.
"Steel Europe e Material Services relataram volumes em queda na comparação anual", disse o executivo durante reunião anual de acionistas da ThyssenKrupp, realizada nesta sexta-feira. "A Steel Americas continua a resultar em perdas", acrescentou.
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