Construção Industrial
Valor Econômico
08/04/2011 10h42 | Atualizada em 08/04/2011 14h34
A Suzano Papel e Celulose, segunda maior produtora mundial de celulose branqueada de eucalipto, acompanhou o movimento de suas concorrentes e elevou os preços da fibra, a partir do dia 1º deste mês, em US$ 30 por tonelada, segundo fonte do setor. Esse é o primeiro reajuste do ano nas cotações da celulose de fibra curta, que no ano passado passaram por seis altas e dois cortes.
A brasileira Fibria, maior produtora global da matéria-prima, já havia confirmado o reajuste, porém não informou se o aumento seria aplicado nos três mercados de referência. No fim de dezembro, a tonelada da celulose de fibra curta era negociada a US$ 850 no mercado europeu, US$ 900 na América do Norte e US$ 750 na Ásia. A portuguesa Altri também anunciou q
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A Suzano Papel e Celulose, segunda maior produtora mundial de celulose branqueada de eucalipto, acompanhou o movimento de suas concorrentes e elevou os preços da fibra, a partir do dia 1º deste mês, em US$ 30 por tonelada, segundo fonte do setor. Esse é o primeiro reajuste do ano nas cotações da celulose de fibra curta, que no ano passado passaram por seis altas e dois cortes.
A brasileira Fibria, maior produtora global da matéria-prima, já havia confirmado o reajuste, porém não informou se o aumento seria aplicado nos três mercados de referência. No fim de dezembro, a tonelada da celulose de fibra curta era negociada a US$ 850 no mercado europeu, US$ 900 na América do Norte e US$ 750 na Ásia. A portuguesa Altri também anunciou que aplicaria o aumento, de maneira a elevar o preço da celulose vendida na Europa para US$ 880 a tonelada.
O reajuste tem como pano de fundo a retomada das encomendas em praticamente todos os mercados, porém, com destaque para países europeus nos dois primeiros meses do ano. Segundo dados da Associação Brasileira de Celulose e Papel (Bracelpa), as exportações da fibra subiram 8,6% no bimestre, para 1,382 milhão de toneladas. No mesmo intervalo, a produção das companhias brasileiras cresceu 0,5%, para 2,322 milhões de toneladas.
Em fevereiro, houve aceleração dos pedidos, na comparação com o mês anterior, e os embarques brasileiros subiram 4,1%, para 705 mil toneladas. Frente ao mesmo mês de 2010, a expansão foi de 8% - parte do crescimento, contudo, deve-se à diferença de dias úteis.
No fim de 2010, a expectativa entre analistas que acompanham o setor era a de que os preços pudessem sofrer acomodação no início de 2001, em razão da forte alta verificada no primeiro semestre e da redução das compras por parte de clientes chineses, principais motores das altas anunciadas em 2010. Encomendas em alta e desvalorização do dólar, porém, mudaram o cenário no início do ano.
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