Energia
Webtranspo
22/06/2010 14h25 | Atualizada em 22/06/2010 18h39
Falar sobre eficiência energética para o transporte no futuro tem sido corriqueiro para a Shell.
Pautada em estudos de organizações internacionais, como a Agência Internacional de Energia, a qual aponta que a necessidade por biocombustíveis pode crescer a ponto de responder por 30% dos combustíveis para transporte rodoviário até 2050, a companhia aposta que o produto será a solução com maior demanda nos próximos anos ao se falar de sustentabilidade no setor.
Em razão disso, a empresa está cada vez mais ampliando as suas pesquisas no segmento para ampliar seu portfólio de combustíveis renováveis com o objetivo de atender a maior demanda do me
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Falar sobre eficiência energética para o transporte no futuro tem sido corriqueiro para a Shell.
Pautada em estudos de organizações internacionais, como a Agência Internacional de Energia, a qual aponta que a necessidade por biocombustíveis pode crescer a ponto de responder por 30% dos combustíveis para transporte rodoviário até 2050, a companhia aposta que o produto será a solução com maior demanda nos próximos anos ao se falar de sustentabilidade no setor.
Em razão disso, a empresa está cada vez mais ampliando as suas pesquisas no segmento para ampliar seu portfólio de combustíveis renováveis com o objetivo de atender a maior demanda do mercado.
Para a Shell, a grande parte dos veículos no mundo continuarão utilizando combustíveis líquidos, enquanto o elétrico e o híbrido serão uma alternativa de sustentabilidade a longo prazo. Uma pesquisa da Diretiva sobre Energia Renovável da União Europeia aponta que, até 2020, 10% (base energética) dos combustíveis para veículos rodoviários provirão de fontes renováveis. Já a Lei de Independência e Segurança Energética norte-americana prevê uma demanda de 36 bilhões de galões de combustível renovável até 2022.
Foco no crescimento
Recentemente, a companhia assinou um acordo de joint-venture, no valor de US$ 12 bilhões, com a Cosan para a produção de etanol e açúcar. E, segundo Tan Chong Meng, vice-presidente executivo de B2B e Lubrificantes da Shell, a companhia vem ampliando os volumes adquiridos de etanol para a gasolina e de FAME (ésteres metílicos de ácidos graxos) para o diesel.
Atualmente, a companhia fornece biocombustíveis para os EUA, Brasil, Alemanha, França, Holanda, Reino Unido, Suécia, Itália, Argentina e outros países. Para Tan Chong Meng, a ideia de expandir as tecnologias em biocombustível deve ser “regra para os países desenvolvidos avançar em direção a sistemas de transportes com emissão zero até 2050”, já que a questão de sustentabilidade deve ganhar ainda maior importância no futuro.
“Nossas pesquisas mostram que no século 20 os novos tipos de energia levavam 30 anos para captar 1% do mercado, devido ao tempo necessário para aperfeiçoar métodos de produção e desenvolver capacidade humana e industrial suficiente”, explica ao dizer que uma evolução nesse sentido seria possível com o auxílio do governo.
Brasil
Segundo a Shell, hoje o Brasil está entre os seus dez maiores clientes. E Tan Chong Meng aponta acredita que a demanda vai crescer muito até 2050, em razão da população que produzirá cada vez mais energia. “Todos precisam ter uma meta a longo prazo”, observa. Em 2009, a companhia comercializou nove milhões de litros de biocombustível em todo o mundo.
“Como um dos maiores fornecedores mundiais de combustíveis e lubrificantes para transportes, estamos fazendo o possível para ajudar nossos clientes a usarem menos combustível e a emitirem menos gás carbônico”, considera. “Nossa estratégia para o transporte sustentável chamamos de ‘Mobilidade mais inteligente’”, completa ao explicar que o conceito está pautado no desenvolvimento de produto, uso e infraestrutura mais inteligentes.
Dentro desses quesitos, a empresa apresenta soluções como o Shell FuelSave, uma nova fórmula de combustível que contribui para a economia de até um litro de combustível por tanque - considerando o tanque cheio de 50 litros; o FuelSave Partner, uma solução de gerenciamento de combustível para frotas de transporte comercial que auxilia no gerenciamento de consumo de combustível; e o Shell Ecobox, uma embalagem de papelão que substitui as convencionais de plástico e permite o transporte de óleo de forma mais eficiente, diminuindo o desperdício de plástico em 80%.
Foto: Divulgação
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