Construção Imobiliária
iG
27/04/2011 14h12 | Atualizada em 27/04/2011 18h05
Depois de um grande crescimento em 2010, o mercado imobiliário deve continua a apresentar números positivos em 2011 – e, com isso, precisará de mais mão de obra. Para este ano, o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) estima que sejam contratados de 150 mil a 200 mil trabalhadores em todo o Brasil. Esse contingente se soma aos 319 mil profissionais que ingressaram no setor em 2010.
Em 2010, foram criados 319 mil postos de trabalho no setor imobiliário
O crescimento ,estimado em 5% para este ano, é inferior ao de 2010 – e a tendência é que o ritmo mais lento prossiga nos próximos anos. Mesmo assim, o mercado acredita que o setor terá um crescimento sustentável. “O aum


Depois de um grande crescimento em 2010, o mercado imobiliário deve continua a apresentar números positivos em 2011 – e, com isso, precisará de mais mão de obra. Para este ano, o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) estima que sejam contratados de 150 mil a 200 mil trabalhadores em todo o Brasil. Esse contingente se soma aos 319 mil profissionais que ingressaram no setor em 2010.
Em 2010, foram criados 319 mil postos de trabalho no setor imobiliário
O crescimento ,estimado em 5% para este ano, é inferior ao de 2010 – e a tendência é que o ritmo mais lento prossiga nos próximos anos. Mesmo assim, o mercado acredita que o setor terá um crescimento sustentável. “O aumento foi muito rápido em um período curto, para acomodar a alta oferta e demanda. A partir de agora, vai depender do desenvolvimento econômico do País como um todo”, afirma Cláudio Bernardes, vice-presidente e pró-reitor da Universidade Secovi-SP.
Lucas Penteado, diretor da Pronto, imobiliária do Grupo Lopes de imóveis prontos e de terceiros, afirma que, pela primeira vez, o Brasil está tendo um bom movimento de financiamento imobiliário. Mas, o percentual do setor no Produto Interno Bruto (PIB) ainda é baixo, o que dá mais perspectivas para o futuro.
Apesar desse crescimento do mercado e do aumento das oportunidades, ainda falta mão de obra qualificada, tanto para engenheiros como para profissionais operacionais. Segundo Bernardes, o Brasil ficou por muitos anos sem ”produzir” engenheiros civis. Agora, há oferta, mas não há mão de obra. Por isso, é um setor que vem se tornando cada vez mais atrativo para aqueles que se profissionalizarem.
Haruo Ishikawa, vice-presidente de capital e trabalho do SindusCon-SP, afirma que devido à escassez de mão de obra, principalmente no nível técnico, muitos profissionais estão sendo contratados para serem qualificados nas próprias empresas.
Perfil
O profissional do setor imobiliário pode atuar em diferentes áreas, desde administração até relacionamento com o consumidor. “Não precisa ser formado apenas em Engenharia. O negócio imobiliário passa por uma série de etapas: contabilidade, administração, controle, direito, relacionamento”, afirma Bernardes. Segundo ele, o profissional deve entender um pouco de tudo.
Os salários podem variar muito dependendo do nível do profissional. Em geral, segundo Bernardes, uma média de remuneração para quem está entrando no mercado é de R$ 5 mil a R$ 6 mil. Apenas para corretor de imóveis, os ganhos são por comissões de venda.
Motivações do crescimento
De acordo com o Sindicato de habitação Secovi-SP, o controle da inflação, o fortalecimento do real, o equilíbrio das contas públicas, o aumento do emprego formal e a retomada dos bancos ao crédito imobiliário trouxeram maior segurança aos empresários e compradores. Além disso, o aumento da classe média também contribuiu para isso. De 2003 a 2009, 30,5 milhões de brasileiros passaram a fazer parte da classe média e 20,5 milhões de pessoas deixaram a linha de pobreza.
Segundo pesquisa do SindusCon-SP, em 2010, foram criados 319 mil postos de trabalho no setor de construção civil, um crescimento de 12,98% em relação ao ano anterior.
Lucas Penteado afirma que o acesso ao financiamento também ajuda no crescimento desse mercado, uma vez que boa parte da população há pouco tempo não podia adquirir um imóvel por não ter como pagar. “Hoje ficou muito mais fácil, tem pouca burocracia e, por isso, um giro de mercado maior.”
Segundo a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), em fevereiro deste ano, foram financiadas aquisições e construções de mais de 35 mil unidades, crescimento de 42% em relação ao mesmo mês de 2010.
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