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Sem refinarias, Brasil teria de importar 40% dos derivados em 2020

O Globo

18/08/2011 15h14 | Atualizada em 18/08/2011 19h10


O diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, voltou a defender a construção de refinarias no país. Se nenhuma das cinco refinarias que estão previstas fosse construída, o país precisaria importar em 2020 cerca de 40% dos derivados líquidos consumidos no país.

Atualmente, a capacidade de refino já é inferior à demanda. A empresa tem capacidade de refinar 1,85 milhão de barris diários, enquanto o mercado consome 2 milhões de barris. O Brasil importa hoje cerca de 5% dos líquidos consumidos, percentual acima dos Estados Unidos, com 3%, e abaixo de França, que importa 8%.

No diesel, por exemplo, são importados 150 mil barris por dia. De acordo com a demanda estimada para o final da década, seria necessário im

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O diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, voltou a defender a construção de refinarias no país. Se nenhuma das cinco refinarias que estão previstas fosse construída, o país precisaria importar em 2020 cerca de 40% dos derivados líquidos consumidos no país.

Atualmente, a capacidade de refino já é inferior à demanda. A empresa tem capacidade de refinar 1,85 milhão de barris diários, enquanto o mercado consome 2 milhões de barris. O Brasil importa hoje cerca de 5% dos líquidos consumidos, percentual acima dos Estados Unidos, com 3%, e abaixo de França, que importa 8%.

No diesel, por exemplo, são importados 150 mil barris por dia. De acordo com a demanda estimada para o final da década, seria necessário importar cerca de 900 mil barris.

“Se não fizéssemos nenhuma refinaria, seria por parte da Petrobras uma irresponsabilidade muito grande e seria uma tragédia, porque ficaríamos dependentes. Precisamos lembrar que o diesel, por exemplo, move a nossa economia”, disse Costa.

O atual Plano de Negócios 2011-2015 prevê investimentos na Refinaria Nordeste, com capacidade de processamento de 230 mil barris de petróleo por dia, cuja produção deverá ser voltada para o atendimento da demanda no Nordeste e no Norte do país. A estimativa é de entrada já em 2012.

O primeiro trem do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) terá capacidade de refino de 165 mil barris por dia. O projeto está em fase de implementação e deverá ter partida em 2013.

A refinaria Premium 1, no Maranhão, terá dois trens, cada um com capacidade para 300 mil barris e as partidas devem acontecer em 2016 e em 2019. Já a refinaria Premium 2 terá inicialmente capacidade para 300 mil barris e a partida deverá acontecer em 2017. Além disso, a Petrobras está terminando as obras na unidade do Rio Grande do Norte, de menor porte.

Apesar de não confirmar se a Petrobras estuda novos projetos de refino, o diretor de Abastecimento disse não ter dúvida de que a postura de padronizar projetos, replicando-os, como será feito nas Premium programadas, vai propiciar a redução de custos entre 25% e 30%.

“Olhando para frente, quando o mercado precisar de novas unidades, com certeza vai ter um projeto padrão, na prateleira. Isso vai facilitar e reduzir muito os prazos”, disse.

 

 

 

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