Assessoria de Imprensa
17/09/2026 00h01
A aviação doméstica brasileira alcançou 8,31 milhões de passageiros em maio de 2026, o maior volume registrado para o mês desde o início da série histórica da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), em 2000.
Entre janeiro e maio, 42 milhões de pessoas viajaram em voos nacionais, crescimento de aproximadamente 6% em relação ao mesmo período de 2025.
Os números ajudam a dimensionar uma transformação que alterou a forma como diferentes regiões brasileiras se conectam.
Ao longo de quase um século, a consolidação das companhias aéreas, a expans&ati
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A aviação doméstica brasileira alcançou 8,31 milhões de passageiros em maio de 2026, o maior volume registrado para o mês desde o início da série histórica da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), em 2000.
Entre janeiro e maio, 42 milhões de pessoas viajaram em voos nacionais, crescimento de aproximadamente 6% em relação ao mesmo período de 2025.
Os números ajudam a dimensionar uma transformação que alterou a forma como diferentes regiões brasileiras se conectam.
Ao longo de quase um século, a consolidação das companhias aéreas, a expansão da infraestrutura aeroportuária, os avanços tecnológicos das aeronaves e o crescimento da malha de voos permitiram que o transporte aéreo deixasse de atender uma parcela restrita da população e passasse a exercer papel relevante na mobilidade nacional.
Em um território com mais de 8,5 milhões de quilômetros quadrados, essa evolução reduziu os tempos de deslocamento, aproximou regiões e criou possibilidades de circulação de pessoas, negócios e serviços.
Para a Fundação Memória do Transporte (FuMTran), o recorde atual precisa ser analisado dentro dessa trajetória.
“A aviação brasileira cresceu junto com as transformações econômicas e territoriais do país”, afirma Antonio Luiz Leite, presidente da FuMTran.
“À medida que novas regiões se desenvolveram, surgiu uma demanda maior por conexões e, ao mesmo tempo, a chegada de novas rotas ajudou a acessar mercados, serviços e oportunidades”, avalia.
Segundo o especialista, essa relação é particularmente relevante fora dos grandes centros.
Ao longo do século XX, a expansão das rotas aéreas reduziu o isolamento de localidades da Amazônia, do Centro-Oeste e do interior do país que enfrentavam limitações de infraestrutura terrestre.
Além de encurtar viagens que poderiam levar dias, a aviação facilitou o acesso a centros de saúde, educação, negócios e serviços especializados, além de favorecer turismo, investimentos e novos polos regionais.
Manaus representa um dos exemplos mais claros dessa função.
As grandes distâncias em relação aos principais mercados consumidores e as características geográficas da Amazônia fizeram do transporte aéreo um elo estratégico para a capital amazonense.
A ampliação das conexões facilitou a circulação de empresários, trabalhadores e técnicos, apoiou atividades relacionadas à Zona Franca e ao Polo Industrial de Manaus e aproximou a região de outros centros econômicos brasileiros.
“Em muitas regiões, uma ligação aérea reduz o tempo de acesso a serviços, mercados e oportunidades”, destaca Leite.
“Essa capacidade de encurtar distâncias e aproximar diferentes partes do território é uma das principais contribuições históricas da aviação para a integração brasileira”, adiciona.
Desafios – Na avaliação da FuMTran, o aumento no número de passageiros também convive com desafios que permanecem relevantes para a próxima etapa dessa expansão.
Infraestrutura aeroportuária, ligações com cidades de menor porte, custos operacionais, previsibilidade regulatória e sustentabilidade estão entre os fatores que poderão determinar até onde a conectividade aérea conseguirá avançar no território nacional.
“O recorde mostra o quanto a aviação se desenvolveu e passou a fazer parte da mobilidade de milhões de brasileiros. Ainda há, porém, regiões com oferta limitada de conexões”, comenta o presidente.
“O próximo desafio é ampliar essas ligações e combinar crescimento, eficiência e acessibilidade”, arremata.
17 de setembro 2026
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