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Habitação, edifícios altos e retrofit são oportunidades para a construção industrializada

Redução de prazo, menor necessidade de mão de obra no canteiro e maior controle de custos estão entre os impulsionadores das soluções, como mostra a 2ª edição do Modern Construction Show

Assessoria de Imprensa

17/09/2026 16h51


O próximo movimento de expansão da construção industrializada passa por mercados nos quais a adoção ainda é menor, especialmente a construção residencial, habitação de interesse social, edifícios de maior altura e retrofit.

Durante encontro com a imprensa sobre a 2ª edição do Modern Construction Show, realizando nesta quarta-feira (16), representantes dos setores de estruturas metálicas, pré-fabricados de concreto e madeira engenheirada avaliaram que esses segmentos são parte importante do potencial de crescimento da industrialização no Brasil.

O movimento, no entanto, não pa

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O próximo movimento de expansão da construção industrializada passa por mercados nos quais a adoção ainda é menor, especialmente a construção residencial, habitação de interesse social, edifícios de maior altura e retrofit.

Durante encontro com a imprensa sobre a 2ª edição do Modern Construction Show, realizando nesta quarta-feira (16), representantes dos setores de estruturas metálicas, pré-fabricados de concreto e madeira engenheirada avaliaram que esses segmentos são parte importante do potencial de crescimento da industrialização no Brasil.

O movimento, no entanto, não parte de um mercado incipiente.

Levantamento feito em 2024 pela Fundação Getulio Vargas (FGV), a pedido do Modern Construction Show, mostrou que 64,5% das 510 empresas consultadas utilizavam algum tipo de sistema industrializado em seus processos.

Pela sondagem, os sistemas mais empregados incluíam kits elétricos, estruturas pré-fabricadas de concreto, drywall e estruturas de aço.

O estudo apontou ainda que redução de prazo, menor necessidade de mão de obra no canteiro e maior controle de custos estavam entre os principais motivos para a adoção dessas soluções.

Para Ulysses B. Nunes, presidente executivo da Associação Brasileira da Construção Metálica (ABCEM), a industrialização tende a avançar à medida que construtoras e incorporadoras compreendem a necessidade de incorporar novas formas de produção.

A escassez de mão de obra também contribui para essa transformação, ao aumentar a busca por processos menos dependentes das atividades executadas diretamente no canteiro.

A velocidade dessa transformação, porém, dependerá das condições econômicas, regulatórias e de investimento.

“Estruturas metálicas, concreto pré-fabricado, madeira engenheirada, Light Steel Frame e sistemas modulares podem ser utilizados de forma complementar, de acordo com as características de cada empreendimento”, assinalou.

"Essa abordagem amplia as possibilidades de aplicação e permite selecionar a solução mais adequada para cada etapa da obra”, acrescentou Nunes.

“A construção industrializada deixou de ser opção para ser destino”, completou Fernando Canova, coordenador de Projetos Especiais – Desenvolvimento da Abcic, que chamou atenção para desafios que ainda precisam ser enfrentados para ampliar a utilização dos sistemas, especialmente na habitação.

“A industrialização exige investimentos antecipados na fabricação, enquanto o fluxo tradicional de financiamento habitacional está estruturado principalmente em torno da evolução da obra”, explicou.

Segundo Canova, o projeto é fundamental na construção industrializada; decisões relacionadas à fabricação, transporte, montagem e interfaces entre sistemas precisam ser consideradas nesta etapa.

“A precisão exigida pelos sistemas pré-fabricados, por exemplo, reduz a possibilidade de ajustes improvisados no canteiro e aumenta a importância da compatibilização e da definição técnica do empreendimento”, observou.

O retrofit representa outra oportunidade para os sistemas industrializados, especialmente em áreas urbanas onde existe um estoque significativo de edificações que podem receber novos usos.

O presidente da Associação Brasileira da Construção Industrializada em Madeira Engenheirada (Abracime), Clovis Nakai, lembrou as recentes mudanças no zoneamento de São Paulo e a possibilidade de utilizar soluções industrializadas para ampliar o aproveitamento de edificações sem necessariamente recorrer à demolição integral.

Como exemplo, ele citou a expansão do MASP, que fez uma demolição parcial para receber novas estruturas em aço.

“A combinação entre sistemas pode ampliar ainda mais essas possibilidades”, destacou Nakai.

"Em um mesmo empreendimento, por exemplo, diferentes materiais e tecnologias podem ser empregados conforme as necessidades estruturais, arquitetônicas e de desempenho de cada parte da edificação”, concluiu.


Evento reúne a cadeia da industrialização

Com o acréscimo da madeira engenheirada entre as atrações, o 2º Modern Construction Show acontece de 29 de setembro a 1º de outubro no Distrito Anhembi, em São Paulo.

O evento reúne empresas e soluções em estruturas metálicas, pré-fabricados de concreto, sistemas de vedação, construção modular, BIM, inteligência artificial e outras tecnologias.

A grade de conteúdo inclui palestras e debates sobre reforma tributária, Lean Construction, planejamento estratégico e produtividade, com participação de economista Ana Maria Castelo, coordenadora de Projetos da Construção da FGV/IBRE.

A programação prevê iniciativas voltadas à capacitação, incluindo a construção de módulo industrializado pelo SENAI, além do Seminário AsBEA-SP, focado em arquitetura, projeto e previsibilidade.

A feira conta ainda com a participação das entidades correalizadoras: Associação Brasileira da Construção Metálica (ABCEM), a Associação Brasileira da Construção Industrializada de Concreto (Abcic) e a Associação Brasileira da Construção Industrializada em Madeira Engenheirada (Abracime).

“O maior ativo do evento do Modern Construction Show é seu conteúdo”, pontuou Renato Cordeiro, head de Portfólio de Eventos B2B nos segmentos Indústria e Construção na Francal..

“A ideia é promover a construção industrializada, que precisa crescer para atender às demandas atuais da sociedade”, afirmou.

O credenciamento gratuito está aberto no site oficial.

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