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Queiroz Galvão ganha musculatura com área da Shell

Depois de entrar no pré-sal com uma fatia de 10% do bloco BM-S-8 da bacia de Santos, a Queiroz Galvão Exploração e Produção (QGEP) voltou às compras.

Valor Online

25/08/2011 17h05 | Atualizada em 25/08/2011 20h29


Vai levar 30% dos 40% detidos pela Shell no bloco BS-4, onde a anglo-holandesa descobriu os campos de Atlanta e Oliva. Com a venda, a Shell põe em prática os planos anunciados há um ano de se desfazer de áreas não estratégicas. Agora, só falta vender sua participação no BM-S-45 (Taquari).

Não há informação ainda sobre o preço da nova aquisição da Queiroz Galvão e nem definição de quem passará a ser operador da área, função que era da Shell.

Na nova configuração do BM-S-8 a Petrobras passa a ter a maior participação acionária (40%), seguida pela QGEP (30%), Chevron (20%) e Shell (10%). Como só pode operar quem tem 30% ou mais, o novo operador só pode ser a Petrobras ou a Queiroz Galvão.

O Valor apurou que os atuais

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Vai levar 30% dos 40% detidos pela Shell no bloco BS-4, onde a anglo-holandesa descobriu os campos de Atlanta e Oliva. Com a venda, a Shell põe em prática os planos anunciados há um ano de se desfazer de áreas não estratégicas. Agora, só falta vender sua participação no BM-S-45 (Taquari).

Não há informação ainda sobre o preço da nova aquisição da Queiroz Galvão e nem definição de quem passará a ser operador da área, função que era da Shell.

Na nova configuração do BM-S-8 a Petrobras passa a ter a maior participação acionária (40%), seguida pela QGEP (30%), Chevron (20%) e Shell (10%). Como só pode operar quem tem 30% ou mais, o novo operador só pode ser a Petrobras ou a Queiroz Galvão.

O Valor apurou que os atuais sócios ainda têm um mês para exercer seu direito de preferência. Talvez essa seja a principal razão da forma discreta como a QGEP revelou o negócio ontem. Em relatório para clientes do Itaú BBA, os analistas Paulo Kovarsky e Diego Mendes destacaram como positivo o fato de a companhia estar adquirindo participações em áreas onde já foram encontradas reservas de óleo com potencial de produzir no médio prazo, cumprindo promessa feita quando lançou ações no mercado.

A empresa, também a segunda maior produtora de gás, com Manati (BA), vem ganhando musculatura desde que se lançou no mercado este ano. Em julho, entrou no pré-sal da bacia de Santos ao comprar 10% do bloco BM-S-8, onde foram descobertos os campos Bem-Te-Vi e Biguá, se tornando sócia da Petrobras (66%), Galp e Barra Energia. Também está perfurando uma área no bloco BM-S-12, de Santos, e no BM-J-2, do Jequitinhonha. Sobre a concentração de áreas na bacia de Santos, o diretor de E&P da QGEP, José Augusto Fernandes Filho, lembrou que o pré-sal é a area mais promissora hoje no Brasil.

 

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