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Presença feminina na construção civil avança 120% em uma década

Dados do IBGE mostram crescimento expressivo da presença feminina no setor. O número de mulheres engenheiras acompanha este aumento

São Roque Notícias

04/03/2026 15h52 | Atualizada em 04/03/2026 15h53


Nos últimos dez anos, a participação feminina na construção civil brasileira cresceu 120%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Já em relação às lideranças das obras, dados de 2025 mostram que o Sistema Confea/CREA, órgão que regulamenta e fiscaliza o exercício das profissões de engenharia no Brasil, tem atualmente 250 mil mulheres registradas em todo o país.

Na arquitetura, o cenário também é expressivo, segundo o Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR), aproximadamente 60% dos profissionais registrados são mulheres.

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Nos últimos dez anos, a participação feminina na construção civil brasileira cresceu 120%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Já em relação às lideranças das obras, dados de 2025 mostram que o Sistema Confea/CREA, órgão que regulamenta e fiscaliza o exercício das profissões de engenharia no Brasil, tem atualmente 250 mil mulheres registradas em todo o país.

Na arquitetura, o cenário também é expressivo, segundo o Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR), aproximadamente 60% dos profissionais registrados são mulheres.

Este crescimento também foi notado na Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Sorocaba, entidade associativa e sem fins lucrativos focada na valorização e desenvolvimento profissional de engenheiros, arquitetos e tecnólogos.

Até 2024, o número de mulheres ativas na associação era de 266; em 2025, subiu para 493, representando um aumento de, aproximadamente, 85,43%.

Dado que revela que a presença feminina neste setor não está apenas crescendo, mas buscando posicionamento e representatividade.

Cenário - Para Sandra Lanças, arquiteta e urbanista, doutora pela FAUUSP, presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil – Núcleo Regional Sorocaba, a presença feminina na área sempre existiu, mas ganhou mais visibilidade ao longo dos anos. “Grande parte dos alunos e profissionais de Arquitetura e Urbanismo hoje são mulheres. Desde a minha formação, já havia referências femininas importantes.

A arquitetura trabalha no campo das ideias, do planejamento e da execução, exigindo preparo técnico, pensamento estratégico e capacitação constante”, afirma.

Sobre os desafios nos canteiros de obras e grandes projetos, Sandra avalia que a liderança feminina tem se consolidado gradualmente.

“O mercado busca resultado, qualidade e responsabilidade técnica. Conheço muitas arquitetas e engenheiras que lideram grandes obras. A consolidação desse espaço vem com preparo, experiência e ética”.

Nova geração amplia representatividade - Para Ana Laura Floriano Galhardo, arquiteta e urbanista associada à Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Sorocaba (AEAS), iniciar a carreira em um momento de crescimento feminino é, ao mesmo tempo, desafiador e inspirador.

“A presença feminina está aumentando, mas ainda precisamos provar competência, especialmente em obras e negociações. Ao mesmo tempo, há mais representatividade e espaço de fala”, pontua.

Ela percebe que muitas mulheres desenvolvem projetos com forte sensibilidade ao uso do espaço, à experiência do cliente e à acessibilidade.

“Arquitetura precisa ir além da estética. Sustentabilidade e inclusão são compromissos com a qualidade de vida das pessoas”.

Sobre o futuro, Ana Laura é otimista. “Vejo uma profissão mais tecnológica, colaborativa e sustentável. E acredito que o espaço das mulheres continuará se fortalecendo, com mais liderança e protagonismo”.

Engenharia mais diversa, técnica e estratégica - Na engenharia civil, o crescimento também é reflexo de mudanças culturais, para Giselle Medeiros Seawright Balmiza, engenheira civil associada à AEAS, o avanço feminino é resultado de preparo e representatividade. “A sociedade começou a entender que engenharia é uma profissão técnica. Competência não tem gênero. Sempre tivemos capacidade, mas hoje temos mais visibilidade e acesso à formação”, afirma.

Nos canteiros de obras, entretanto, a realidade ainda exige firmeza. “Muitas vezes, a engenheira precisa validar sua autoridade técnica antes mesmo de iniciar o trabalho. O respeito vem com conhecimento e postura, mas isso deveria ser natural”.

Giselle acredita que a presença feminina contribui para uma engenharia mais integrada e responsável.

“Diversidade amplia perspectivas, muitas mulheres trazem organização, visão sistêmica, atenção à segurança e à gestão de equipes. Uma engenharia mais humana não é menos técnica é mais completa”.

Para as jovens que pensam em seguir carreira na área, a mensagem é direta. “Não escolham com base no medo. Escolham com base na capacidade e no impacto que querem gerar”

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