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Preço do aço mostra fraqueza com alta da produção

The Wall Street Journal

13/04/2011 14h25 | Atualizada em 13/04/2011 18h19


A indústria siderúrgica mundial está aumentando a produção, apesar de uma demanda mais fraca, o que tem derrubado os preços.

Em alguns países, particularmente o Brasil e os Estados Unidos, os preços continuam altos, graças à firme demanda brasileira e à produção americana limitada. A americana AK Steel Holding Corp. informou em fevereiro que aumentaria em quase US$ 50 por tonelada os preços para seus laminados, medida seguida por outras siderúrgicas do país.

Mas os preços americanos - especialmente para aço laminado a quente - podem cair também, diz Peter Marcus, economista e analista de aço da World Steel Dynamics Inc., uma consultoria.

"Os compradores de aço nos EUA estão apontando para uma baixa no laminado a q

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A indústria siderúrgica mundial está aumentando a produção, apesar de uma demanda mais fraca, o que tem derrubado os preços.

Em alguns países, particularmente o Brasil e os Estados Unidos, os preços continuam altos, graças à firme demanda brasileira e à produção americana limitada. A americana AK Steel Holding Corp. informou em fevereiro que aumentaria em quase US$ 50 por tonelada os preços para seus laminados, medida seguida por outras siderúrgicas do país.

Mas os preços americanos - especialmente para aço laminado a quente - podem cair também, diz Peter Marcus, economista e analista de aço da World Steel Dynamics Inc., uma consultoria.

"Os compradores de aço nos EUA estão apontando para uma baixa no laminado a quente", diz. "Eles recebem ofertas de laminado a quente do exterior na faixa de US$ 740-US$ 800 por tonelada líquida, que se compara ao preço doméstico na faixa de US$ 870-US$ 890 por tonelada."

Muitas siderúrgicas multinacionais aumentaram a produção no segundo semestre de 2010, quando as economias se fortaleceram. As altas de preço ocorreram por causa da demanda mais forte - e dos custos mais altos para matérias-primas como minério de ferro, carvão e sucata - numa variedade de produtos, como aço para a indústria automobilística, tubos para os mercados de petróleo e placas para navios. O preço da placa de aço subiu 22% nos principais países produtores, e o dos tubos subiu 14%, no segundo semestre.

Agora, os preços estão caindo por causa de um desaquecimento na demanda, em parte motivado pelas turbulências no mundo árabe, pelos efeitos do terremoto e tsunami no Japão e pela oferta relativamente alta.

Na China, o maior produtor e consumidor de aço do mundo, a produção anualizada cresceu 16%, para 708 milhões de toneladas, de novembro a fevereiro, segundo a Associação de Aço e Ferro da China. Os preços no país caíram entre 8% e 10%.

Fora da China, a produção cresceu em fevereiro para um ritmo anualizado de 827 milhões de toneladas, em comparação com um auge de 811 milhões de toneladas em maio do ano passado, segundo a World Steel Dynamics.

Os preços das matérias-primas também têm caído. O do minério de ferro baixou 9,5% no mês passado no mercado à vista.

Embora os analistas não acreditem que os preços mais baixos do aço sejam parte de uma tendência de longo prazo, eles podem continuar em queda à medida que compradores e traders esperem e joguem as ofertas dos vendedores umas contra as outras. Usinas da Rússia, da Índia, de Taiwan e de partes da Europa tentaram aumentar os preços em 2% a 7% para vários tipos de aço, mas alguns compradores estão segurando suas encomendas.

"Há uma espécie de impasse no mercado da Europa Ocidental, porque os consumidores preferem esperar à margem em vez de fazer encomendas nos níveis inflacionados que estão sendo cobrados pelos produtores domésticos", diz uma nota de análise da consultoria britânica MEPS International.

Armbrust disse que outro foco de atenção da Gas Natural Fenosa, considerada por publicações especializadas na área de energia como a primeira empresa do mundo em distribuição de gás, é entrar em nova distribuidora de gás natural que venha a ser privatizada no Brasil. No total, o grupo está presente em 25 países e tem 20 milhões de clientes. O Brasil representa 6% do grupo no mundo em termos de Ebtida (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, na sigla em inglês).

Segundo Armbrust, uma das metas da empresa para os próximos cinco anos é ampliar a base de clientes no país para um milhão em 2016. No ano passado, eram 817 mil. No Rio, a CEG e a CEG Rio começam a desenvolver o mercado de gás natural comprimido (GNC), transportado por caminhão, para levar o produto a municípios mais distantes da rede e que têm baixa industrialização.

O objetivo do grupo é alcançar todas essas metas via investimentos das distribuidoras. A CEG, que distribui gás natural na região metropolitana do Rio, vai investir R$ 635,1 milhões até 2014. Já a CEG Rio, responsável pelo fornecimento no interior do Estado, tem previstos desembolsar no período R$ 175,9 milhões, enquanto a Gas Natural São Paulo Sul (GN SPS), que opera em 15 municípios do interior do Estado, incluindo Sorocaba e Itu, pretende aplicar R$ 153,9 milhões. Os recursos serão investidos para ampliar a rede de distribuição e atender novos municípios. Há ainda R$ 56,5 milhões previstos para a Gas Natural Serviços (GNS), que atua na prestação de serviços em Minas Gerais, Santa Catarina e Paraná.

 

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