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21 de junho de 2021
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Preço da energia preocupa construção

Alumínio, cimento e aço devem ser os materiais mais afetados
Fonte: Folha de S.Paulo

O aumento de mais de 20% na bandeira vermelha da conta de luz, informado na terça (dia 15) pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), preocupa o setor da construção civil. O principal impacto deve vir por meio dos materiais utilizados nas obras.

Alguns deles demandam alto consumo de eletricidade durante a fabricação e esse custo deverá chegar aos canteiros. O alumínio é apontado como a matéria-prima que mais demanda energia, com cerca de 50% do seu custo de produção atribuído ao consumo de eletricidade, seguido pelo cimento e o aço.

“O alumínio é um material que especificamente utiliza muita energia, mas vou ter impacto de forma geral em todos os processos fabris”, diz Carlos Borges, vice-presidente de tecnologia e sustentabilidade do Secovi-SP (sindicato da habitação).

Isso atinge o setor em um momento já complicado de aumento de preço dos insumos. O INCC (Índice Nacional da Construção Civil) chegou a 15,25% no acumulado dos últimos 12 meses, e alguns materiais subiram muito acima disso.

Borges aponta que o aço deve chegar a 150% de aumento em julho, se comparado com o preço praticado em março de 2020. “É uma loucura, estamos vivendo um momento quase dramático”, diz. “Muitas obras, especial...


O aumento de mais de 20% na bandeira vermelha da conta de luz, informado na terça (dia 15) pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), preocupa o setor da construção civil. O principal impacto deve vir por meio dos materiais utilizados nas obras.

Alguns deles demandam alto consumo de eletricidade durante a fabricação e esse custo deverá chegar aos canteiros. O alumínio é apontado como a matéria-prima que mais demanda energia, com cerca de 50% do seu custo de produção atribuído ao consumo de eletricidade, seguido pelo cimento e o aço.

“O alumínio é um material que especificamente utiliza muita energia, mas vou ter impacto de forma geral em todos os processos fabris”, diz Carlos Borges, vice-presidente de tecnologia e sustentabilidade do Secovi-SP (sindicato da habitação).

Isso atinge o setor em um momento já complicado de aumento de preço dos insumos. O INCC (Índice Nacional da Construção Civil) chegou a 15,25% no acumulado dos últimos 12 meses, e alguns materiais subiram muito acima disso.

Borges aponta que o aço deve chegar a 150% de aumento em julho, se comparado com o preço praticado em março de 2020. “É uma loucura, estamos vivendo um momento quase dramático”, diz. “Muitas obras, especialmente as populares, estão se inviabilizando, porque não tem aumento de renda do consumidor e do valor do imóvel.”

Jayme Holloway, diretor de engenharia da incorporadora Paes & Gregori, afirma que muitas obras são fechadas a um preço indexado, e nem sempre as variações em seu custo são captadas inteiramente pelos índices, o que resulta em prejuízo para as incorporadoras.

A Abramat (Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção) afirmou, em nota, que manifesta preocupação com as notícias sobre aumento da tarifa de energia.

“O tema é bastante sensível à indústria de materiais de construção, sobretudo para alguns setores, como o siderúrgico, cerâmico e de vidros”, afirmou.

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