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Petrobras não vê sobreoferta de gás com pré-sal

Valor

31/05/2011 09h39 | Atualizada em 31/05/2011 13h11


O diretor financeiro e de Relações com Investidores da Petrobras, Almir Barbassa, afirmou que a empresa não tem atualmente uma projeção de sobreoferta de gás com a entrada em produção dos grandes campos do pré-sal. Segundo ele, apesar de entre 15% e 20% da composição do óleo do pré-sal ser de gás associado, ainda não há uma definição sobre o quanto poderá ser produzido e o quanto será reinjetado para ajudar na prospecção de óleo.

"Ainda estudamos a alternativa mais eficiente. É um reservatório completamente novo e são necessários estudos para buscar a melhor forma de produzir o petróleo que está lá", disse Barbassa, que participou do Rio Investors Day, no Rio de Janeiro. "Na visão que temos hoje não há sobreoferta de gás pelo aum

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O diretor financeiro e de Relações com Investidores da Petrobras, Almir Barbassa, afirmou que a empresa não tem atualmente uma projeção de sobreoferta de gás com a entrada em produção dos grandes campos do pré-sal. Segundo ele, apesar de entre 15% e 20% da composição do óleo do pré-sal ser de gás associado, ainda não há uma definição sobre o quanto poderá ser produzido e o quanto será reinjetado para ajudar na prospecção de óleo.

"Ainda estudamos a alternativa mais eficiente. É um reservatório completamente novo e são necessários estudos para buscar a melhor forma de produzir o petróleo que está lá", disse Barbassa, que participou do Rio Investors Day, no Rio de Janeiro. "Na visão que temos hoje não há sobreoferta de gás pelo aumento de produção do pré-sal", acrescentou, lembrando que a estratégia da companhia nas regiões em que produz gás tem sido desenvolver o mercado.

O executivo se mostrou animado com o desempenho dos reservatórios no pré-sal e lembrou que os testes atualmente em andamento mostram melhora na porosidade, permeabilidade, produção sem limitação lateral e grande potencial de produção no longo prazo. Barbassa também voltou a defender a política de longo prazo da estatal para os preços dos combustíveis e preferiu não arriscar prognósticos sobre o comportamento futuro das cotações do petróleo, que segundo ele continuam voláteis.

Desde 2003 a estatal não repassa para o mercado brasileiro a oscilação de preços internacionais do petróleo e só reajusta os combustíveis quando considera que as cotações internacionais atingiram um novo e sustentável patamar.

Barbassa também respondeu as críticas da União da Agroindústria Canavieira (Única), que, na semana passada, afirmou que a política de reajuste da gasolina influencia a rentabilidade dos projetos de usinas produtoras de etanol.

"Cada segmento tem um conjunto de variáveis que o orienta. No nosso caso, a visão é que isso dá estabilidade para o consumidor e o fornecedor de combustível", disse Barbassa. "Acredito que [a política] não seja prejudicial a ninguém", acrescentou.

 

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