Energia
Valor
29/03/2011 10h25 | Atualizada em 29/03/2011 15h01
Os problemas de violência e vandalismo que afetaram as obras de construção das usinas hidrelétricas no Rio Madeira, Santo Antônio e Jirau, poderão ter impacto sobre o fluxo de receita dos consórcios, indica o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim. Ele afirmou que a receita perdida não poderá ser reincluída no projeto.
Apesar disso, o diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Nelson Hubner, acredita que, mesmo com a paralisação e a destruição dos alojamentos, ainda será possível antecipar a produção de energia das usinas.
"Está mantida, sem dúvida, a expectativa da antecipação (da entrada de geração de energia das usinas) de Santo Antônio e Jirau. Devem ser antecipadas
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Os problemas de violência e vandalismo que afetaram as obras de construção das usinas hidrelétricas no Rio Madeira, Santo Antônio e Jirau, poderão ter impacto sobre o fluxo de receita dos consórcios, indica o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim. Ele afirmou que a receita perdida não poderá ser reincluída no projeto.
Apesar disso, o diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Nelson Hubner, acredita que, mesmo com a paralisação e a destruição dos alojamentos, ainda será possível antecipar a produção de energia das usinas.
"Está mantida, sem dúvida, a expectativa da antecipação (da entrada de geração de energia das usinas) de Santo Antônio e Jirau. Devem ser antecipadas em um ano (em relação ao projeto licitado)", disse, após participar de seminário promovido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), no Rio.
Tolmasquim disse que não está preocupado com a geração de energia das usinas. Ele acredita que, em relação ao cronograma original, é muito pouco provável que haja alguma demora. "Talvez a antecipação que estava prevista não seja exatamente aquela. Acho que vai haver negociação, e isso vai se resolver", disse.
De qualquer maneira, Tolmasquim considerou "ruim" haver algum atraso em relação à antecipação de entrada em produção que estava prevista. "É claro que o empreendedor estava contando com a antecipação para sua equação financeira. Na hora em que atrasa, é claro que tem alguma questão", disse.
Ele afirmou que não será possível repassar essa perda de receita prevista. “Pelo contrato, não tem reequilíbrio econômico-financeiro. Ele vai ter que arcar com esses custos e incorporar no seu fluxo de caixa. Não tem como passar para a tarifa”, afirmou.
Hubner disse ainda que as empresas e o governo estão se mobilizando para compreender o que aconteceu de fato nos canteiros de obras, já que a motivação da onda de violência ainda não ficou clara.
"Estamos tentando compreender qual foi o fato gerador, para poder atuar. As empresas não têm claro qual foi a motivação, o que está por trás de toda a situação que foi gerada em Jirau. Vamos identificar primeiro e tomar as ações cabíveis para que isso não aconteça novamente", disse.
Questionado se não haveria uma demora no processo, já que se passou mais de uma semana do início dos confrontos e não haver transparência sobre o que gerou os conflitos, ele limitou-se a dizer que, “às vezes, há problemas que a gente não consegue entender em uma semana mesmo, não”.
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