Energia
Valor
26/07/2011 11h35 | Atualizada em 26/07/2011 16h50
O diretor de abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, confirmou que a PDVSA deverá entrar em entendimento com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) até a primeira quinzena de agosto caso queira se manter como sócia na refinaria de Abreu e Lima, que está em construção em Pernambuco. O executivo confirmou que a estatal chegou a dar "suporte" para a empresa venezuelana em estudos sobre a apresentação de uma proposta ao banco de fomento.
"Mas, quem faz a proposta diretamente [ao BNDES] é a PDVSA e não a Petrobras", afirmou Costa. "Se não fizer [a proposta], a obra já está com 35% e a Petrobras vai conduzir de acordo com as necessidades do mercado brasileiro", acrescentou.
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O diretor de abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, confirmou que a PDVSA deverá entrar em entendimento com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) até a primeira quinzena de agosto caso queira se manter como sócia na refinaria de Abreu e Lima, que está em construção em Pernambuco. O executivo confirmou que a estatal chegou a dar "suporte" para a empresa venezuelana em estudos sobre a apresentação de uma proposta ao banco de fomento.
"Mas, quem faz a proposta diretamente [ao BNDES] é a PDVSA e não a Petrobras", afirmou Costa. "Se não fizer [a proposta], a obra já está com 35% e a Petrobras vai conduzir de acordo com as necessidades do mercado brasileiro", acrescentou.
A PDVSA precisa entrar em acordo com o BNDES para assumir a parcela de 40% do empréstimo de R$ 9,89 bi para a construção da refinaria.
"Se nada for feito até a primeira quinzena de agosto, significa que ela perdeu o interesse", frisou Costa.
O Plano de Negócios 2011-2015 para a área de refino da Petrobras prevê aportes de US$ 70,6 bilhões, contra US$ 73,6 bilhões previstos no Plano 2010-2014. Costa explicou que a diferença está basicamente em dois projetos de tancagem que foram retirados, um de óleo combustível e outro de querosene de aviação em Brasília.
A expectativa da companhia é elevar a carga fresca processada no Brasil dos atuais 1,811 milhão de barris diários para 2,205 milhões de barris por dia em 2015 e 3,217 milhões de barris diários em 2020, graças à construção de quatro novas refinarias: o Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro (Comperj); Abreu e Lima; Premiu 1, no Maranhão; e Premium 2, no Ceará.
O primeiro trem do Comperj entrará em operação em 2013, com capacidade de 165 mil barris por dia, enquanto o segundo trem ficará pronto em 2018, com mais 165 mil barris por dia. Abreu e Lima começará a operar em 2012, com capacidade para processar 230 mil barris por dia, enquanto a Premium 1 começará a operar em 2016, com um trem que refinará até 300 mil barris por dia. O segundo trem ficará pronto em 2019, com mais 300 mil barris diários. A Premiu 2 poderá processar até 300 mil barris de óleo por dia e ficará pronta em 2017.
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