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Obras em Jirau começam a ser retomadas, segundo Eletrobras

Porém, segundo o presidente da estatal, é possível que a rebelião atrase em um mês a colocação de máquinas na obra

Valor Online

23/03/2011 14h51 | Atualizada em 23/03/2011 18h25


 

O presidente da Eletrobras, José da Costa Carvalho Neto, afirmou que as obras da usina hidrelétrica de Jirau, no Rio Madeira, em Rondônia, começaram aos poucos a ser retomadas. Por enquanto, apenas a área do vertedouro voltou às obras.

Os episódios de vandalismo e violência que começaram na semana passada podem postergar os planos de antecipação de geração de energia na usina. O objetivo original era antecipar a geração para maio do próximo ano, com a conclusão da usina até janeiro de 2013. Segundo Carvalho Neto, é possível que haja um atraso de um mês na colocação de máquinas na obra.

"As primeiras máquinas a serem colocadas não devem ser afetadas. A violência atrapalhou apenas as máquinas que serão colocadas n

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O presidente da Eletrobras, José da Costa Carvalho Neto, afirmou que as obras da usina hidrelétrica de Jirau, no Rio Madeira, em Rondônia, começaram aos poucos a ser retomadas. Por enquanto, apenas a área do vertedouro voltou às obras.

Os episódios de vandalismo e violência que começaram na semana passada podem postergar os planos de antecipação de geração de energia na usina. O objetivo original era antecipar a geração para maio do próximo ano, com a conclusão da usina até janeiro de 2013. Segundo Carvalho Neto, é possível que haja um atraso de um mês na colocação de máquinas na obra.

"As primeiras máquinas a serem colocadas não devem ser afetadas. A violência atrapalhou apenas as máquinas que serão colocadas na outra margem do rio", explicou. O presidente afirmou que o consórcio liderado pela Camargo Corrêa está refazendo o planejamento do cronograma.

Mas ele minimizou os impactos que a postergação do negócio poderá ter sobre a receita da companhia, já que o fluxo de caixa previsto levava em conta a colocação da energia excedente em relação à concessão no mercado livre, usualmente mais caro. "É claro que, se não entrarmos antes, conforme o previsto, deixaremos de ter essa arrecadação. A receita seria antecipada e não será mais. Isso piora os resultados, mas não inviabiliza o negócio", afirmou.

O presidente da Eletrobras confirmou ainda que a linha de transmissão que ligará as usinas do Rio Madeira (Jirau e Belo Monte) ao sistema interligado nacional teve um atraso devido a licenças ambientais. Mas ele disse ter "esperança" de que ficará pronta a tempo. "Nós temos ainda esperança muito grande de que elas (linhas de transmissão) vão entrar em operação a ponto de escoar a energia da usina, que a gente espera em meados do ano que vem já estar produzindo energia lá. Acredito que dará tempo", afirmou.

A Eletrobras planeja elevar em mais de 60% os investimentos desse ano, em comparação com o ano passado. A expectativa é de que em 2011 fiquem em torno de R$ 9 bilhões. No ano anterior, ficaram em R$ 5,6 bilhões. "Teremos investimento maior nas obras de geração, além de elevar os aportes em transmissão", disse o presidente.

Ele participou de evento sobre energia promovido pela UK Trade & Investment, organização internacional do governo que promove comércio e investimentos. O plano de negócios decenal deve sair até o fim de abril.

 

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