Energia
Valor
03/10/2011 10h17
As obras da usina hidrelétrica de Colíder, embargadas na semana passada pelo Ministério Público Estadual (MPE) do Mato Grosso e a Secretaria de Meio Ambiente (Sema) do Estado, foram liberadas após uma reunião realizada ontem com a Companhia Paranaense de Energia (Copel), responsável pela obra.
Durante o encontro, que aconteceu em Cuiabá, os prefeitos das cidades de Colíder, Nova Canaã e Itaúba, que serão afetadas pela obra, chegaram a um pré-acordo com a diretoria da Copel. Até o dia 10 de outubro, as prefeituras deverão entregar para a empresa um estudo detalhado de ações compensatórias por conta da construção da usina, com o orçamento previsto para indenização. No dia 17, haverá um encontro para bater o martelo nas propost
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As obras da usina hidrelétrica de Colíder, embargadas na semana passada pelo Ministério Público Estadual (MPE) do Mato Grosso e a Secretaria de Meio Ambiente (Sema) do Estado, foram liberadas após uma reunião realizada ontem com a Companhia Paranaense de Energia (Copel), responsável pela obra.
Durante o encontro, que aconteceu em Cuiabá, os prefeitos das cidades de Colíder, Nova Canaã e Itaúba, que serão afetadas pela obra, chegaram a um pré-acordo com a diretoria da Copel. Até o dia 10 de outubro, as prefeituras deverão entregar para a empresa um estudo detalhado de ações compensatórias por conta da construção da usina, com o orçamento previsto para indenização. No dia 17, haverá um encontro para bater o martelo nas propostas.
“Vamos contratar uma empresa externa para acompanhar o cumprimento dessas condicionantes. As prefeituras, com o apoio do Ministério Público, vão escolher essa empresa”, disse ao Valor o prefeito de Colíder, Celso Paulo Banazeski (PR).
Com o compromisso de resolver o impasse, a Copel terá a obra liberada após a publicação de um ato administrativo pela Sema, o que deve ocorrer até segunda-feira. Os 700 homens que trabalhavam na obra aguardavam um desfecho em casa.
A construção da usina de Colíder teve início em março. Na semana passada, a obra foi embargada porque, segundo o promotor de Justiça, Marcelo Caetano Vacchiano, contém uma série de irregularidades nas áreas de engenharia e meio ambiente cometidas pela Copel. A usina, que custará R$ 1,6 bilhão e terá potência de 342 megawatts (MW), está em construção no rio Teles Pires.
Em Colíder, município de 39 mil habitantes, a prefeitura elaborou um estudo técnico com a relação de ações compensatórias para o município, o que custará R$ 44 milhões. A Copel nega que não esteja cumprindo os compromissos assumidos no Plano Básico Ambiental (PBA).
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