Mineração
Valor Online
14/09/2011 16h00 | Atualizada em 14/09/2011 20h17
A Nippon Steel, maior siderúrgica do Japão, e a brasileira Gerdau estão conduzindo negociações para evitar o êxito de uma oferta rival de US$ 2,9 bilhões, da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), por uma participação na Usiminas, disseram duas pessoas familiarizadas com as tratativas.
A Nippon Steel poderia exercer o direito de preferência e comprar a fatia de seus sócios no bloco de controle da Usiminas, frustrando dessa maneira a oferta da CSN, explicaram as fontes, que pediram para não ser identificadas em razão do caráter confidencial das negociações.
A companhia japonesa, então, revenderia à Gerdau uma parcela da fatia de 26% que seria adquirida do grupo Votorantim e da Camargo Corrêa.
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A Nippon Steel, maior siderúrgica do Japão, e a brasileira Gerdau estão conduzindo negociações para evitar o êxito de uma oferta rival de US$ 2,9 bilhões, da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), por uma participação na Usiminas, disseram duas pessoas familiarizadas com as tratativas.
A Nippon Steel poderia exercer o direito de preferência e comprar a fatia de seus sócios no bloco de controle da Usiminas, frustrando dessa maneira a oferta da CSN, explicaram as fontes, que pediram para não ser identificadas em razão do caráter confidencial das negociações.
A companhia japonesa, então, revenderia à Gerdau uma parcela da fatia de 26% que seria adquirida do grupo Votorantim e da Camargo Corrêa.
A CSN, terceira maior siderúrgica do país, tem comprado ações da Usiminas no mercado pelo menos desde janeiro, quando informou que poderia elevar sua participação na companhia até um nível que permita alterar a estrutura de controle.
Um movimento da Nippon Steel para frustrar os planos da CSN ajudaria a siderúrgica japonesa a dar prosseguimento à estratégia de expansão global, na avaliação do analista sênior da SMBC Nikko Securities, Kazuhiro Harada.
"O Brasil é uma das poucas bases com bastante importância para a Nippon Steel, que tenta se expandir globalmente”, disse Harada. Para ele, a Usiminas “é a melhor posicionada para atingir os mercados dos Estados Unidos, América Latina e Europa e África.”
O presidente e principal acionista da CSN, Benjamin Steinbruch, tem conversado com Camargo Corrêa e Votorantim e lançou uma oferta de compra de R$ 40 por ação ordinária da Usiminas detida pelos sócios, o que resultaria em um negócio de R$ 5 bilhões (US$ 2,9 bilhões), considerando-se a fatia de 26%, disseram as mesmas fontes.
A Gerdau teria mais chances de conquistar o apoio do governo para conduzir um processo de consolidação da indústria siderúrgica no país, com o objetivo de competir no mercado global, na avaliação das fontes. O governo brasileiro pretende aumentar a oferta de aço com aplicação em projetos de infraestrutura antes da Copa de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016.
A japonesa Nippon Steel pretende inviabilizar a oferta da CSN pela Usiminas após um desentendimento com a siderúrgica de Steinbruch sobre como gerenciar sua unidade de minério de ferro Namisa no Brasil, lembraram as fontes. A Nippon, como parte de um grupo que incluía Posco e Itochu Corp., havia acordado com a CSN a compra de 40% da Namisa por US$ 3,12 bilhões. A Nippon acabou vendendo sua participação em junho.
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