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Litoral de Santa Catarina concentra boom imobiliário

Avanço de lançamentos migração interna e preços recordes por metro quadrado reposicionam o mercado catarinense

Assessoria de Imprensa

14/01/2026 17h19


O mercado imobiliário do litoral de Santa Catarina vive um ciclo de expansão que reposicionou a região entre as mais caras e disputadas do país.

Nos últimos anos, cidades como Balneário Camboriú, Itapema, Florianópolis e Itajaí passaram a liderar rankings nacionais de preço por metro quadrado, com valores que superam a média brasileira, segundo o Índice FipeZap e estudos de consultorias especializadas.

O movimento é impulsionado por migração interna, turismo consolidado e maior oferta de empreendimentos verticais.
No ambiente local, esse crescimento também é observado por investidores e empre

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O mercado imobiliário do litoral de Santa Catarina vive um ciclo de expansão que reposicionou a região entre as mais caras e disputadas do país.

Nos últimos anos, cidades como Balneário Camboriú, Itapema, Florianópolis e Itajaí passaram a liderar rankings nacionais de preço por metro quadrado, com valores que superam a média brasileira, segundo o Índice FipeZap e estudos de consultorias especializadas.

O movimento é impulsionado por migração interna, turismo consolidado e maior oferta de empreendimentos verticais.
No ambiente local, esse crescimento também é observado por investidores e empresários que atuam na região.

Entre eles está Cláudio Costa Cardozo, empreendedor com longa trajetória no setor produtivo e que há anos acompanha o mercado imobiliário catarinense. Ele explica que o padrão de procura mudou.

“A busca por imóveis no litoral deixou de ser apenas sazonal. Temos visto famílias se mudando definitivamente e investidores ampliando participação em cidades que, há pouco tempo, eram tratadas como destinos exclusivamente turísticos”, avalia.

Dados consolidados do FipeZap mostram que Balneário Camboriú e Itapema figuram entre as cidades com metro quadrado mais caro do país, com valores próximos de R$ 14 mil por m². Florianópolis e Itajaí também aparecem na lista com preços acima de R$ 11 mil por m². No acumulado de 12 meses até o primeiro trimestre de 2024, todas as cidades catarinenses monitoradas registraram valorização superior à média nacional de 5,54%, com altas que superaram 15% em municípios como Itapema e São José.

A oferta acompanha o avanço da demanda. Estudo da Brain Inteligência Estratégica em parceria com a CBIC aponta que Santa Catarina lançou cerca de 36,7 mil novas unidades residenciais em 2024, crescimento de 22% em relação ao ano anterior.

O Valor Geral dos Lançamentos ultrapassou R$ 45 bilhões, impulsionado sobretudo por projetos de alto padrão na faixa litorânea. Outro levantamento mostra que, entre março de 2024 e março de 2025, o estado respondeu por 65% do VGV dos lançamentos do Sul, atingindo R$ 55,5 bilhões.

O fenômeno se relaciona diretamente à dinâmica populacional. O Censo 2022 identificou Santa Catarina como o principal destino de migração interna do país: entre 2017 e 2022, mais de 503 mil pessoas vieram de outros estados, resultando no maior saldo migratório nacional. Grande parte desse fluxo se estabelece em cidades litorâneas, fortalecendo o mercado de moradia permanente e ampliando a demanda por locação anual e de temporada.

No plano econômico, Santa Catarina mantém condições que favorecem a expansão imobiliária. O PIB estadual cresceu 1,9% em 2023, alcançando R$ 513,4 bilhões e consolidando participação de 4,7% na economia brasileira. Ao longo das últimas duas décadas, o estado cresceu, em média, mais do que o país, o que fortalece a capacidade de absorção de investimentos em construção civil, infraestrutura e serviços associados.

As consultorias que monitoram o setor identificam três perfis predominantes de comprador: famílias que buscam residência principal; investidores interessados em valorização; e proprietários voltados à renda de locação. Em todos os casos, cresce a procura por empreendimentos com infraestrutura completa, unidades compactas de alto padrão e condomínios que atendem ao trabalho remoto.

Para quem planeja comprar imóvel no litoral catarinense, especialistas recomendam atenção a indicadores como ritmo de absorção de estoque, evolução de preços por bairro e custos de manutenção. Em cidades que já atingiram valores muito elevados, a valorização tende a ocorrer de forma mais gradual, enquanto áreas em expansão de infraestrutura podem oferecer maior potencial de ganho no médio prazo.

Mesmo em fase de forte crescimento, o mercado catarinense exige planejamento. A combinação de migração, atividade turística estável e lançamentos em volume elevado indica que o ciclo atual não é isolado, mas parte de um rearranjo estrutural do setor imobiliário no Sul do Brasil.

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