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15 de abril de 2021
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Indústria do cimento mantém crescimento no primeiro trimestre do ano

Os principais indutores desse desempenho continuam sendo as condições climáticas favoráveis, a manutenção das obras imobiliárias e a autoconstrução, que ainda desempenha um papel relevante nas vendas de cimento
Fonte: Assessoria de Imprensa

O mau desempenho no primeiro trimestre de 2020, em razão das fortes chuvas e do início da pandemia, frente ao mesmo período de 2021 levou a indústria do cimento a um crescimento acumulado de 19%.

Em termos nominais, foram vendidas 15,3 milhões de toneladas no trimestre, sendo que 5,5 milhões ocorreram somente em março, mantendo o mesmo patamar dos meses anteriores. Na comparação entre março de 2021 e março de 2020 o crescimento foi de 34,6%.

Os principais indutores desse desempenho continuam sendo as condições climáticas favoráveis, a manutenção das obras imobiliárias e a autoconstrução, que ainda desempenha um papel relevante nas vendas de cimento, mesmo com a suspensão do auxílio emergencial desde janeiro.

Na contramão dos resultados do período, as vendas de cimento por dia útil, melhor indicador do setor, tiveram uma queda de 6,3% na comparação com o mês de fevereiro, que ocorreram pela antecipação dos feriados e restrições de circulação e do funcionamento do comércio – destaque para as lojas de materiais de construção –, além de fatores como aumento do desemprego, inflação e queda da renda.

“Apesar dos números absolutos apontarem p...


O mau desempenho no primeiro trimestre de 2020, em razão das fortes chuvas e do início da pandemia, frente ao mesmo período de 2021 levou a indústria do cimento a um crescimento acumulado de 19%.

Em termos nominais, foram vendidas 15,3 milhões de toneladas no trimestre, sendo que 5,5 milhões ocorreram somente em março, mantendo o mesmo patamar dos meses anteriores. Na comparação entre março de 2021 e março de 2020 o crescimento foi de 34,6%.

Os principais indutores desse desempenho continuam sendo as condições climáticas favoráveis, a manutenção das obras imobiliárias e a autoconstrução, que ainda desempenha um papel relevante nas vendas de cimento, mesmo com a suspensão do auxílio emergencial desde janeiro.

Na contramão dos resultados do período, as vendas de cimento por dia útil, melhor indicador do setor, tiveram uma queda de 6,3% na comparação com o mês de fevereiro, que ocorreram pela antecipação dos feriados e restrições de circulação e do funcionamento do comércio – destaque para as lojas de materiais de construção –, além de fatores como aumento do desemprego, inflação e queda da renda.

“Apesar dos números absolutos apontarem para um crescimento robusto temos que ter cautela, pois como demonstra o resultado por dia útil na comparação dos últimos meses, houve uma retração de 6,3%, em razão da antecipação dos feriados, fechamento do comércio e queda da massa salarial. Neste cenário de inúmeras incertezas, qualquer tipo de projeção de demanda do produto seria um exercício de futurologia sem nenhuma base confiável de dados”, afirma Paulo Camillo Penna, presidente do Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC).