Assessoria de Imprensa
04/03/2026 14h36 | Atualizada em 04/03/2026 16h11
A indústria de materiais de construção segue com sinais de recuperação gradual. De acordo com o Termômetro Abramat (Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção) de fevereiro, a média de utilização da capacidade instalada das empresas do setor atingiu 74%, crescimento de 4 pontos percentuais em relação a janeiro.
Vale ressaltar que o levantamento foi concluído antes da escalada do conflito no Oriente Médio, após Estados Unidos e Israel lançarem ataque conjunto ao Irã, iniciado na manhã do último sábado (28), fator que pode alterar o ambiente macro
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A indústria de materiais de construção segue com sinais de recuperação gradual. De acordo com o Termômetro Abramat (Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção) de fevereiro, a média de utilização da capacidade instalada das empresas do setor atingiu 74%, crescimento de 4 pontos percentuais em relação a janeiro.
Vale ressaltar que o levantamento foi concluído antes da escalada do conflito no Oriente Médio, após Estados Unidos e Israel lançarem ataque conjunto ao Irã, iniciado na manhã do último sábado (28), fator que pode alterar o ambiente macroeconômico e influenciar as expectativas do setor nas próximas edições da pesquisa.
O avanço na capacidade instalada ocorre em um ambiente ainda marcado por estabilidade nas atividades industriais e expectativa moderada diante do cenário macroeconômico. Em fevereiro, 67% das empresas classificaram o desempenho no mercado interno como regular, enquanto 29% consideraram bom ou muito bom.
Apesar da avaliação cautelosa sobre o momento atual, o indicador de curto prazo aponta melhora. Para março de 2026, 62% das empresas projetam desempenho bom ou muito bom, 33% esperam resultado regular e apenas 5% avaliam que o desempenho será ruim. O movimento sugere perspectiva mais favorável do que a observada no início do ano.
Outro dado que ajuda a compor esse cenário é a pretensão de investimento para os próximos 12 meses, que permaneceu em 62% em fevereiro de 2026, repetindo o patamar registrado em janeiro. O número indica estabilidade no nível de produção, sem avanço significativo, mas também sem perda adicional de fôlego. Em fevereiro do ano passado, a intenção de investir no médio prazo estava em 52%.
Ambiente externo e juros entram no radar - A expectativa de início do ciclo de redução da taxa Selic na próxima reunião do Copom sustenta o otimismo moderado do setor. A continuidade de programas habitacionais, como o Reforma Casa Brasil, também é apontada como vetor relevante para a manutenção da demanda.
No entanto, o novo cenário internacional passa a estar no radar da indústria. A escalada das tensões no Oriente Médio, com o ataque dos EUA e Israel ao Irã, pode influenciar inflação, câmbio e expectativas de política monetária, com potenciais reflexos sobre a trajetória da Selic e o custo do crédito.
Além disso, a Abramat acompanha a tramitação de propostas que tratam da redução da jornada de trabalho na construção civil. Embora a medida não atinja diretamente a indústria de materiais, mudanças na estrutura de custos das construtoras podem impactar o ritmo de lançamentos imobiliários e, indiretamente, o desempenho do setor.
“Os dados de fevereiro refletem um ambiente de recuperação gradual e expectativas mais positivas para o curto prazo. A possível redução da Selic e a continuidade dos programas habitacionais sustentam esse cenário. Ao mesmo tempo, o novo contexto internacional e discussões regulatórias internas exigem acompanhamento atento, pois podem influenciar a dinâmica macroeconômica nos próximos meses”, afirma Paulo Engler, presidente executivo da Abramat.
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