Energia
Zero Hora
10/07/2012 11h59
Após praticamente seis horas de operação, foi concluída no início da tarde do dia 02/07 a entrada do casco da plataforma P-55 no dique do Estaleiro Rio Grande/RS. O transporte da estrutura de 8,8 mil metros quadrados foi realizado em cerca de três horas a partir da autorização de início de movimentação.
Pelo menos oito rebocadores da Praticagem da Barra participaram da operação, tanto carregando o casco quanto em tarefas de bastidores, como medições de correntes, ventos e monitoramento de entradas de animais. Professores da Universidade Federal do Rio Grande (Furg) e funcionários tanto da Quip, empresa responsável pelo mating, quanto da Petrobras também fizeram parte do movimento.
E com direito a visita da presidente da P
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Após praticamente seis horas de operação, foi concluída no início da tarde do dia 02/07 a entrada do casco da plataforma P-55 no dique do Estaleiro Rio Grande/RS. O transporte da estrutura de 8,8 mil metros quadrados foi realizado em cerca de três horas a partir da autorização de início de movimentação.
Pelo menos oito rebocadores da Praticagem da Barra participaram da operação, tanto carregando o casco quanto em tarefas de bastidores, como medições de correntes, ventos e monitoramento de entradas de animais. Professores da Universidade Federal do Rio Grande (Furg) e funcionários tanto da Quip, empresa responsável pelo mating, quanto da Petrobras também fizeram parte do movimento.
E com direito a visita da presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, foi concluída nesta quinta-feira uma das etapas mais importantes do processo de mating a união do casco com o convés da plataforma P-55. O deckbox da petrolífera foi içado a 47 metros de altura no Estaleiro Rio Grande (ERG), no sul do Estado. Nesta sexta-feira, o casco será posicionado abaixo da estrutura.
O içamento durou praticamente todo o dia. Durante as primeiras horas da manhã, foram feitos os últimos ajustes e testes. Também foram medidas as condições climáticas, já que era necessário ter pouco vento e baixa força de correnteza para realizar a operação.
À tarde, a paisagem mudou no polo naval gaúcho. De vários pontos da cidade e do canal era possível ver o convés elevado, posicionado exatamente abaixo do pórtico do estaleiro.
A próxima etapa é levar o casco até a posição perfeita abaixo do convés. A estrutura será conduzida por rebocadores, dentro do dique. Após a colocação na posição de enxaixe, o convés será abaixado até ser acoplado ao casco. A operação é considerada a mais complexa da indústria naval brasileira e é o maior içamento de peso offshore do mundo.
A P-55 é a única deste tipo construída integralmente no Brasil, deverá ficar pronta no final do ano e começar a operar no primeiro semestre de 2013, no Campo de Roncador, na Bacia de Campos-RJ. Ao todo, o investimento gira em torno de R$ 3,4 bilhões.
A FISG (Fugro In situ Geotecnia) iniciou no Polo Naval em 2008 com a instalação de inclinômetros, que fazem parte de um conjunto de instrumentos distribuídos de forma a possibilitar o controle da integridade das paredes do Dique Seco, bem como a estabilidade do maciço de solo em áreas estratégicas, tais como, os 42 m de extensão do cais norte, os 350 m do cais sul, os 20 mil m² de oficinas e também entre os 45,5 mil m² do Dique Seco.
Desde então a empresa assumiu, além do monitoramento dos inclinômetros instalados anteriormente, a leitura das células de carga, pinos de recalque e marcos superficiais, também posicionados nos pontos críticos do Polo.
A FISG continua presente de forma intensa durante todo o período, atuando de forma fundamental nesse processo, monitorando qualquer possível mudança no comportamento das áreas instrumentadas devido a toda essa operação.
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