Energia
Reuters
17/01/2012 10h50
Depois de sucessivos adiamentos, o setor de petróleo recebeu com expectativa, mas sem euforia, a declaração do ministro de Minas e Energia, Edson Lobão, de que a presidente Dilma Rousseff deve autorizar nas próximas semanas a realização da 11ª rodada de licitações para exploração de petróleo.
O presidente do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), João Carlos De Luca, que representa as empresas, comemorou a sinalização do ministro. "A notícia é extremamente positiva. A realização de uma nova rodada é um pleito da indústria há três anos, portanto, recebemos a declaração com grande expectativa", disse o presidente do IBP, João Carlos De Luca.
O IBP mantém sua previsão, feita em dezembro, de que a roda
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Depois de sucessivos adiamentos, o setor de petróleo recebeu com expectativa, mas sem euforia, a declaração do ministro de Minas e Energia, Edson Lobão, de que a presidente Dilma Rousseff deve autorizar nas próximas semanas a realização da 11ª rodada de licitações para exploração de petróleo.
O presidente do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), João Carlos De Luca, que representa as empresas, comemorou a sinalização do ministro. "A notícia é extremamente positiva. A realização de uma nova rodada é um pleito da indústria há três anos, portanto, recebemos a declaração com grande expectativa", disse o presidente do IBP, João Carlos De Luca.
O IBP mantém sua previsão, feita em dezembro, de que a rodada seja aprovada neste trimestre e realizada até o fim do semestre. A licitação evitaria que a área exploratória do País em concessão recuasse neste ano para seu menor nível histórico, 114 mil quilômetros quadrados, contra os atuais 338 mil quilômetros quadrados. A cada cerca de cinco anos, as empresas que não encontraram recursos precisam devolver as áreas à União. A última rodada foi realizada há quase quatro anos, e sem novas rodadas a área exploratória em concessão tem diminuído no País.
A estimativa inicial da Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP) é que poderiam ser arrecadados no mínimo R$ 200 milhões com os bônus de assinatura a serem pagos pelas empresas pelos blocos.
A realização da rodada seria possível tecnicamente pois não envolverá áreas do pré-sal e será realizada pelo regime de concessão. Serão licitados 174 blocos (87 em mar, 87 em terra), divididos em 17 setores em nove bacias sedimentares: Barreirinhas, Ceará, Paranaíba, Espírito Santo, Foz do Amazonas, Pará-Maranhão, Potiguar, Recôncavo e Sergipe-Alagoas.
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