Energia
Reuters
26/11/2015 09h14
O Conselho Nacional de Desestatização (CND) aprovou as condições de venda da distribuidora de energia Celg, que atende o Estado de Goiás, e definiu que o valor mínimo das ações detidas pela estatal Eletrobras na empresa será de R$ 1,427 bilhão, incluído o valor referente à oferta aos empregados e aposentados.
A mesa de negócios do banco Credit Suisse apontou, em nota a clientes na quinta-feira (19/11), que o valor é "mais baixo que o antecipado, mas ainda parece alto".
O banco disse que "pode haver competição" pelo ativo nessa faixa de preço, mas ressalta que "o espaço para criação de valor para um potencial comprador caiu bastante, o que pode vir a decepcionar alguns players interessados, como a Equatorial".
Uma
...O Conselho Nacional de Desestatização (CND) aprovou as condições de venda da distribuidora de energia Celg, que atende o Estado de Goiás, e definiu que o valor mínimo das ações detidas pela estatal Eletrobras na empresa será de R$ 1,427 bilhão, incluído o valor referente à oferta aos empregados e aposentados.
A mesa de negócios do banco Credit Suisse apontou, em nota a clientes na quinta-feira (19/11), que o valor é "mais baixo que o antecipado, mas ainda parece alto".
O banco disse que "pode haver competição" pelo ativo nessa faixa de preço, mas ressalta que "o espaço para criação de valor para um potencial comprador caiu bastante, o que pode vir a decepcionar alguns players interessados, como a Equatorial".
Uma fonte afirmou à Reuters no final de outubro que a Eletrobras esperava arrecadar até R$ 5 bilhões no negócio. A intenção de vender a distribuidora tem chamado atenção do mercado, mas os primeiros valores especulados para a operação foram considerados elevados por Equatorial Energia e CPFL, duas das maiores interessadas.
De acordo com resolução do CND publicada nesta quinta no Diário Oficial da União, no âmbito do processo de venda também poderão ser vendidos total ou parcialmente os papéis da Celg em posse da CelgPar, controlada pelo Estado de Goiás, que tem 49% das ações da distribuidora.
Os lotes de ações que serão ofertados serão definidos pelo edital de desestatização da Celg. "No caso de oferta de mais de um lote de ações a aquisição deverá ser efetuada em sua totalidade pelo(s) mesmo(s) comprador(es)", fixa a resolução do CND.
Caso sejam vendidas apenas as ações da Celg de titularidade da Eletrobras, o preço mínimo de cada ação em leilão será de R$ 18,63. Nessa hipótese, deverão ser ofertadas 75.355.789 ações de posse da Eletrobras. Os outros 1.405.478 papéis serão ofertados aos empregados e aposentados da Celg, ao preço de R$ 16,77 por ação.
Caso a CelgPar decida vender todas as suas ações na Celg em conjunto com a Eletrobras, o preço mínimo de cada ação da distribuidora detida por Eletrobras e Celgpar será de R$ 18,69, totalizando R$ 2,8 bilhões, incluindo os cerca de R$ 129 milhões da oferta aos empregados e aposentados.
Audiência pública será realizada a respeito do processo de desestatização, segundo a resolução do Conselho, enquanto a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) deverão dar aval à operação.
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