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Fusões e compras no setor de petróleo atingem US$ 135 bi

Brasil Econômico

03/09/2010 18h08


A busca dos emergentes por novas reservas de hidrocarbonetos levou a indústria mundial do petróleo a uma nova onda de fusões e aquisições, no primeiro semestre, que movimentou US$ 135 bilhões.

Levantamento da consultoria americana Ernst & Young, ao qual o Brasil Econômico teve acesso, identificou 420 operações desse tipo ao longo do primeiro semestre deste ano, apesar da piora do cenário econômico mundial, principalmente entre abril e junho.

A título de comparação, no mesmo período de 2009, foram fechados 334 acordos de fusão e aquisição.

Ao contrário do primeiro grande ciclo de associações do início da década, quando grandes petrolíferas como Exxon, Mobil e BP protagonizaram operações bilionárias que mudaram

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A busca dos emergentes por novas reservas de hidrocarbonetos levou a indústria mundial do petróleo a uma nova onda de fusões e aquisições, no primeiro semestre, que movimentou US$ 135 bilhões.

Levantamento da consultoria americana Ernst & Young, ao qual o Brasil Econômico teve acesso, identificou 420 operações desse tipo ao longo do primeiro semestre deste ano, apesar da piora do cenário econômico mundial, principalmente entre abril e junho.

A título de comparação, no mesmo período de 2009, foram fechados 334 acordos de fusão e aquisição.

Ao contrário do primeiro grande ciclo de associações do início da década, quando grandes petrolíferas como Exxon, Mobil e BP protagonizaram operações bilionárias que mudaram os rumos do setor, desta vez, o mercado internacional e o Brasil testemunham uma nova onda de negócios principalmente entre prestadores de serviços e fornecedores de máquinas e equipamentos.

Sócio da Ernst & Young para a área, Luiz Cláudio Campos avalia que, além de envolver menor volume de recursos do que no início da década, os negócios são capitaneados por empresas emergentes, principalmente de China, Índia e Brasil.

Valor reduzido
Campos evita projetar um volume total de negócios no ano, mas prevê a manutenção do ritmo de associações entre fornecedores para os próximos seis meses.

Diferentemente do início da década, quando um forte ciclo de consolidação criou gigantes do setor petrolífero, como ExxonMobil, BPAmoco, ChevronTexaco, a atual fase inclui operações classificadas por Campos como "negócios de tíquete mais baixo".

Líder mundial da área de Petróleo e Gás da Ernst & Young, Dale Nijoka justifica o apetite dessas empresas como uma busca por matérias-primas que assegure a manutenção dos atuais patamares de crescimento dos emergentes.

A executiva observa que o interesse dos emergentes resiste até mesmo às condições desfavoráveis do mercado mundial. "As avaliações das transações continuarão a ser afetadas pela falta de liquidez nos mercados de financiamento e pela constante volatilidade dos acionários", avalia.

"Além disso, várias empresas petrolíferas estatais de países asiáticos permanecem interessadas em aquisições que lhes dão acesso a recursos estratégicos de desenvolvimento."

Dados confusos
A nova onda de fusões está diagnosticada no relatório trimestral da consultoria, que detecta, ainda, uma mudança radical de tendência no setor petrolífero mundial.

Se, no levantamento do primeiro trimestre, a consultoria previa um forte ciclo de investimentos, a reboque de uma alta dos preços do petróleo, no atual projeta a manutenção da cotação do barril no mercado internacional, entre US$ 70 e US$ 80.

"O setor está passando por algumas incertezas no momento. Dados econômicos confusos, cortes nos gastos públicos, possíveis consequências do vazamento de petróleo no Golfo do México e a crise da dívida soberana na Europa são fatores que contribuem para uma perspectiva desfavorável em 2010", avalia a executiva da Ernst & Young.

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