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Fundos de pensão participam de Belo Monte

Jornal do Comércio

13/04/2010 15h29 | Atualizada em 13/04/2010 18h31


O Planalto confirmou a presença dos fundos de pensão nos consórcios que disputarão o leilão para a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu, no Pará. O governo recorreu aos fundos Previ (Banco do Brasil), Funcef (Caixa Econômica) e Petros (Petrobras) para compor os grupos numa resposta às construtoras Odebrecht e Camargo Corrêa que abandonaram a disputa alegando baixa lucratividade do empreendimento.

No desenho montado pelo governo, os fundos de pensão serão distribuídos de forma equilibrada entre os consórcios, para capitalizar e garantir poder de concorrência entre todos os grupos. Em queda de braço com a Odebrecht e a Camargo Corrêa, o Planalto ainda espera que as duas empresas participem futuramente da con

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O Planalto confirmou a presença dos fundos de pensão nos consórcios que disputarão o leilão para a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu, no Pará. O governo recorreu aos fundos Previ (Banco do Brasil), Funcef (Caixa Econômica) e Petros (Petrobras) para compor os grupos numa resposta às construtoras Odebrecht e Camargo Corrêa que abandonaram a disputa alegando baixa lucratividade do empreendimento.

No desenho montado pelo governo, os fundos de pensão serão distribuídos de forma equilibrada entre os consórcios, para capitalizar e garantir poder de concorrência entre todos os grupos. Em queda de braço com a Odebrecht e a Camargo Corrêa, o Planalto ainda espera que as duas empresas participem futuramente da construção da hidrelétrica. “Elas saíram como investidoras, mas podem voltar como construtoras”, afirmou um auxiliar direto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Sem dar detalhes, a fonte disse que já haveria dois consórcios formados. Até agora, o único conhecido é o liderado pela Construtora Andrade Gutierrez, com a participação da Vale, do grupo Votorantim e da Neoenergia. Segundo a fonte, o governo espera formar mais consórcios.

O governo insiste também na data de 20 de abril para realizar o leilão de Belo Monte. Com a entrada dos fundos de pensão nos consórcios, o Planalto espera manter o preço da construção, cujo teto foi estabelecido em R$ 19 bilhões. O Planalto assegura que os fundos não terão prejuízo com o investimento, que teria condições de gerar lucro a longo prazo.”Esse investimento não tem como dar errado. O investidor pode ganhar menos do que o esperado, mas vai ganhar. Não vai ter prejuízo”, garante a fonte, lembrando que os fundos de pensão trabalham pensando no longo prazo e que a venda de energia também tem rentabilidade garantida a longo prazo.

O governo também sinaliza que poderá atender a um pleito da Andrade Gutierrez, de conceder incentivo fiscal para o vencedor da disputa. A empresa que viesse a operar a usina teria desconto no Imposto de Renda por dez anos. Isto já ocorreu no caso das hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau, no rio Madeira, em Rondônia.

A princípio, o governo estipulou que o preço da tarifa de energia cobrada pela empresa vencedora do leilão seria de R$ 68,00 por megawatt/hora. Por pressão da Odebrecht e da Camargo Corrêa, o preço passou para R$ 83,00. Mesmo assim, as empresas desistiram do negócio. Em conversas com assessores, Lula classificou a desistência das construtoras como “chantagem” para reduzir o preço. E declarou que, se as empresas privadas não quiserem participar, o governo vai garantir sozinho a construção.

O diretor de Participações da Previ, Joilson Ferreira, confirmou que o fundo de pensão não deve entrar diretamente no leilão da usina hidrelétrica de Belo Monte. Segundo ele, a presença será via Vale e Neoenergia, companhias nas quais a fundação detém o controle e que participam do único consórcio que permanece oficialmente na disputa para a construção da usina.

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