Energia
Valor Online
20/09/2011 10h07 | Atualizada em 20/09/2011 13h31
O processo de saída da Siemens da atuação no setor nuclear foi uma decisão “estratégica”, em que a companhia alemã busca se posicionar mais fortemente em outras fontes de energia limpa, como a solar e a eólica, afirmou o presidente da empresa no Brasil, Adilson Primo.
Mas a Siemens vai continuar prestando serviços de manutenção dos equipamentos já vendidos, como no caso das usinas nucleares de Angra. “O que a Siemens decidiu é que ela vai se concentrar na parte secundária e estamos saindo da parte primária”, disse.
Primo explicou que a parte secundária é a convencional, e a primária, diretamente ligada ao reator nuclear. A companhia vai continuar fornecendo transformadores, subestações, segundo o executivo.
“Vai c
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O processo de saída da Siemens da atuação no setor nuclear foi uma decisão “estratégica”, em que a companhia alemã busca se posicionar mais fortemente em outras fontes de energia limpa, como a solar e a eólica, afirmou o presidente da empresa no Brasil, Adilson Primo.
Mas a Siemens vai continuar prestando serviços de manutenção dos equipamentos já vendidos, como no caso das usinas nucleares de Angra. “O que a Siemens decidiu é que ela vai se concentrar na parte secundária e estamos saindo da parte primária”, disse.
Primo explicou que a parte secundária é a convencional, e a primária, diretamente ligada ao reator nuclear. A companhia vai continuar fornecendo transformadores, subestações, segundo o executivo.
“Vai continuar fornecendo tudo aquilo que não está diretamente ligado à área primária do reator. Essa é a parte que nós deixamos. Vamos continuar participando de usinas nucleares, mas não na parte primária, onde você tem toda uma conexão com a parte de geração, fricção nuclear”, explicou.
Ele acredita que o acidente com a usina nuclear de Fukushima, no Japão, não teve influência sobre a decisão de retirada do setor, movimento que já vinha acontecendo desde antes. O presidente afirmou que sua opinião pessoal é de que a energia nuclear continua sendo segura, porque os problemas na usina japonesa foram causados por um tsunami.
“E as consequências não foram as mais catastróficas que poderiam ter sido, o que mostra que há um nível de segurança bastante elevado. Evidentemente isso vai ter que ser aprimorado no futuro. Não acredito que esse tenha sido o motivo que levou a Siemens a tomar essa decisão [de saída do setor]”, disse.
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