Energia
Valor
09/09/2010 14h02 | Atualizada em 09/09/2010 17h04
A Fitch Ratings melhorou as notas de risco de crédito da Copel e da CPFL Energia, como resultado de uma tendência de fortalecimento do setor brasileiro de energia elétrica. Para as duas companhias, o rating nacional de longo prazo passou de AA para AA+.
Na prática, o incremento corresponde a uma melhora na percepção da agência sobre o risco de inadimplência das empresas. A perspectiva do rating corporativo da Copel permanece estável - ou seja, sem a tendência de revisões. Já para a CPFL, a perspectiva dos ratings passou de positiva para estável.
A Fitch destaca em sua avaliação a resistência das distribuidoras à crise financeira e a percepção de menor exposição ao risco regulatório, após cerca de seis anos da implantação
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A Fitch Ratings melhorou as notas de risco de crédito da Copel e da CPFL Energia, como resultado de uma tendência de fortalecimento do setor brasileiro de energia elétrica. Para as duas companhias, o rating nacional de longo prazo passou de AA para AA+.
Na prática, o incremento corresponde a uma melhora na percepção da agência sobre o risco de inadimplência das empresas. A perspectiva do rating corporativo da Copel permanece estável - ou seja, sem a tendência de revisões. Já para a CPFL, a perspectiva dos ratings passou de positiva para estável.
A Fitch destaca em sua avaliação a resistência das distribuidoras à crise financeira e a percepção de menor exposição ao risco regulatório, após cerca de seis anos da implantação das atuais regras do setor elétrico.
“A agência entende que estas regras têm sido eficientes para a manutenção do equilíbrio econômico-financeiro das empresas, o que permite maior previsibilidade nas análises, além de representar importante incentivo para novos investimentos”, aponta a Fitch, que também citou o sólido e robusto perfil financeiro das empresas entre os fatores considerados na elevação das notas.
Por outro lado, a agência diz que os ratings da Copel podem ser negativamente afetados por eventos de risco político, dado seu controle acionário ser público estadual.
Segundo a agência, o fim do desconto tarifário de 12,98% a consumidores adimplentes permitirá uma melhora na geração operacional de caixa da distribuidora paranaense. A expectativa é de que a margem do Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) mostre gradual recuperação, partindo de 23% para o patamar histórico de 31% a 37%.
Sobre a CPFL, a agência aponta que o grupo tem sido beneficiado pelo aumento sustentado das vendas de energia em suas áreas de concessão. A agência também destaca a posição da CPFL como principal grupo privado do setor elétrico no país.
De acordo com a Fitch, a entrada em operação da hidrelétrica Foz do Chapecó e outros projetos de geração previstos para o segundo semestre deverão ampliar a geração de caixa da companhia em aproximadamente R$ 290 milhões, em bases anuais.
Apesar disso, a expectativa é de que os níveis de alavancagem não caiam significativamente nos próximos anos, em razão da provável continuidade dos elevados investimentos e possíveis movimentos de fusões e aquisições do grupo.
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