Energia
Valor
24/10/2011 14h51 | Atualizada em 24/10/2011 16h53
As medidas tomadas pelo governo para conter a alta dos combustíveis já estão surtindo efeito no Índice de Preços ao Consumidor – Semanal, avalia o economista André Braz, da Fundação Getulio Vargas (FGV), que calcula o indicador. O IPC-S recuou de 0,39% para 0,31% entre a segunda e a terceira medição de outubro, puxado por taxas menores em seis dos sete grupos que compõem o indicador.
Dentre eles, o único que registrou deflação foi transportes, que caiu 0,02% na medição atual, após alta de 0,13% na leitura anterior. O álcool combustível deixou elevação de 0,53% para queda de 0,26% no período, e gasolina saiu de variação nula para retração de 0,19%. “Como esses dois itens pesam muito, essa queda não passa despercebida”, diz Braz.
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As medidas tomadas pelo governo para conter a alta dos combustíveis já estão surtindo efeito no Índice de Preços ao Consumidor – Semanal, avalia o economista André Braz, da Fundação Getulio Vargas (FGV), que calcula o indicador. O IPC-S recuou de 0,39% para 0,31% entre a segunda e a terceira medição de outubro, puxado por taxas menores em seis dos sete grupos que compõem o indicador.
Dentre eles, o único que registrou deflação foi transportes, que caiu 0,02% na medição atual, após alta de 0,13% na leitura anterior. O álcool combustível deixou elevação de 0,53% para queda de 0,26% no período, e gasolina saiu de variação nula para retração de 0,19%. “Como esses dois itens pesam muito, essa queda não passa despercebida”, diz Braz.
Na opinião do economista, a principal influência sobre os preços do setor de combustíveis é a redução do percentual de álcool anidro na composição da gasolina, de 25% para 20%. “Essa medida tem um efeito importante e poderia ser feita anualmente, construindo reservas para reduzir o impacto do preço do álcool na gasolina, já que as entressafras são mapeáveis”, sugere.
Além da mudança na fórmula da gasolina, o governo reduziu em R$ 0,04 centavos a alíquota da da Contribuição por Intervenção de Domínio Econômico (Cide), tributo que incide na importação e comercialização desse combustível. Por decreto publicado no Diário Oficial em 27 de setembro, o valor da Cide sobre a gasolina caiu de R$ 0,23 por litro (R$ 230 por metro cúbico) para R$ 0,19 o litro (R$ 192,60 por metro cúbico).
Braz espera certa acomodação no grupo transportes. O economista ressalta que a desaceleração não é produto somente das medidas do governo, mas reflete também movimento da matéria-prima dos combustíveis, já que o açúcar também foi destaque entre os recuos no grupo alimentação.
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