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Ferro-níquel mantém exportação

Vale inaugura planta para participar da demanda

Webtranspo

20/05/2011 09h52 | Atualizada em 20/05/2011 13h13


A Vale iniciou neste mês as operações da fábrica de ferro-níquel que inaugurou no Pará. A unidade, chamada de Onça Puma, está localizada em Ourilândia do Norte, no Sudeste paraense, e terá capacidade para produzir 220 mil toneladas de ferro-níquel por ano.

Há cinco anos, o País produzia dez mil toneladas do produto anualmente e projetou elevar esse número para 114 mil toneladas até o fim deste ano. Se depender da demanda da indústria siderúrgica no Brasil e no exterior, este saldo não será difícil de ser alcançado, já que o ferro-níquel é um componente utilizado para compor aços especiais.

De acordo com previsão do IBS (Instituto Brasileiro de Siderurgia), até

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A Vale iniciou neste mês as operações da fábrica de ferro-níquel que inaugurou no Pará. A unidade, chamada de Onça Puma, está localizada em Ourilândia do Norte, no Sudeste paraense, e terá capacidade para produzir 220 mil toneladas de ferro-níquel por ano.

Há cinco anos, o País produzia dez mil toneladas do produto anualmente e projetou elevar esse número para 114 mil toneladas até o fim deste ano. Se depender da demanda da indústria siderúrgica no Brasil e no exterior, este saldo não será difícil de ser alcançado, já que o ferro-níquel é um componente utilizado para compor aços especiais.

De acordo com previsão do IBS (Instituto Brasileiro de Siderurgia), até 2015, o consumo de aço no País deve saltar para 40 milhões de toneladas, o que corresponde ao dobro da demanda mundial, aproximadamente, segundo o instituto. Em razão, disso a indústria siderúrgica também deve consumir mais ferro-níquel.

Desta forma, a Vale reforça suas exportações com a entrada em operação da produtora Onça Puma. O empreendimento recebeu, em média, US$ 2,84 bilhões, conforme divulgou a companhia. A empresa já possui operações para a produção de níquel no Canadá, Indonésia e Nova Caledônia, e tem refinarias no Reino Unido, Japão, Taiwan e China.

Planta fabril de Onça PumaUma logística que exige competência
Na última semana, a Vale embarcou o primeiro lote de ferro-níquel para o mercado internacional, por meio do Porto de Itaqui, no Maranhão. Ao todo, 1.078 toneladas do produto saíram do Pará em contêineres e foram transportados pela EFC (Estrada de Ferro Carajás) até o porto maranhense, de onde seguiram para Taiwan, Holanda e Japão.

Conforme informou a Vale, 95% da produção de Onça Puma serão destinados ao mercado externo, para atender a China, Japão, Alemanha, Finlândia, Itália e Estados Unidos, entre outros.

Com isso, o Porto do Maranhão deve ampliar a movimentação de contêineres – em mais de dez mil por ano, chegando a 15 mil TEUS/anuais, anunciou a administração portuária; segundo a Vale, a opção de transporte facilita a distribuição do produto, atendendo às necessidades logísticas do mercado externo.

A Vale adaptou 50 vagões da EFC para transportar até três contêineres com níquel cada um. A companhia já informou que a próxima operação deve acontecer entre o fim deste mês e início de junho, e exigirá 50 contêineres.

 

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