Mineração
Infomet
06/11/2012 08h15
Sob o argumento de que o governo 'deu um tiro no pé' ao elevar, no começo de setembro, as alíquotas do Imposto de Importação (II) do aço, em várias apresentações, de 12% para 25% sem ter feito o mesmo com os produtos que têm o aço como matéria-prima, os fabricantes de estruturas metálicas foram ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) pedir que a medida seja estendida também à linha de produtos imediatamente derivados do aço. 'Nosso produto ficou mais caro e o comprador de estruturas metálicas vai preferir importar', disse Luiz Carlos Santos, presidente da Associação Brasileira de Construção Metálica (Abcem), acrescentando que essa preferência já está ocorrendo.
O presidente da Abcem disse que a elev
...Sob o argumento de que o governo 'deu um tiro no pé' ao elevar, no começo de setembro, as alíquotas do Imposto de Importação (II) do aço, em várias apresentações, de 12% para 25% sem ter feito o mesmo com os produtos que têm o aço como matéria-prima, os fabricantes de estruturas metálicas foram ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) pedir que a medida seja estendida também à linha de produtos imediatamente derivados do aço. 'Nosso produto ficou mais caro e o comprador de estruturas metálicas vai preferir importar', disse Luiz Carlos Santos, presidente da Associação Brasileira de Construção Metálica (Abcem), acrescentando que essa preferência já está ocorrendo.
O presidente da Abcem disse que a elevação da tarifa da matéria-prima sem que tenha sido aumentada também a da cadeia produtiva imediata do aço tornou as chapas de aço grossas (insumo básico da construção metálica) importadas mais caras e elevou também o custo do produto nacional. Segundo ele, as siderúrgicas domésticas ainda não aumentaram suas tabelas, mas há casos em que já foi eliminado o desconto que era feito sobre essas tabelas.
Santos disse que a Abcem levou o pleito pela revisão das tarifas ao MDIC, mas ainda não obteve resposta. Documento enviado em 24 de outubro à Secretaria Executiva do Ministério, pede que 'providências emergenciais sejam tomada para restabelecer a competitividade da indústria de construção metálica e a isonomia tributária no setor'. A entidade quer uma reunião com a equipe do Ministério para discutir a proposta.
A assessoria de imprensa do MDIC informou que o ministério está sempre disponível para examinar os pleitos dos setores industriais, mas neste caso o pleito não chegou à Secretaria Executiva.
De acordo com dados do próprio MDIC fornecidos pela Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), de janeiro a setembro as importações de estruturas metálicas somaram US$ 77,3 milhões, praticamente o dobro dos US$ 38,7 milhões importados no mesmo período do ano passado.
O maior fornecedor brasileiro nos dois anos foi a China, na casa dos US$ 21 milhões. Neste ano, o segundo lugar é Portugal, com US$ 18,3 milhões, diante de apenas US$ 810 mil nos nove primeiro meses de 2011.
O fenômeno português, segundo um técnico do setor, deve-se ao fato de que uma empresa portuguesa é a fornecedora das estruturas metálicas das coberturas de grande parte dos estádios que estão sendo construídos para a Copa do Mundo de 2014. Outro fornecedor importante das estruturas é a Coreia do Sul, com US$ 9,1 milhões exportados para o Brasil de janeiro a agosto deste ano.
Além de reclamar da proteção tarifária dada para a matéria-prima e não à cadeia, os fabricantes de estruturas metálicas vem há muito tempo pleiteando a inclusão de seus produtos entre os financiáveis pela Finame, a agência do BNDES que empresta recursos para a compra de máquinas e equipamentos.
O BNDES já respondeu no passado que as estruturas de aço não são equipamentos. Agora o setor quer que seus produtos sejam enquadrados na linha Finama Componentes, extensiva a peças.
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