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Exploração de novas minas cresce dentro e fora do país

Ao mesmo tempo em que o Brasil se torna um mercado atraente para mineradoras locais e estrangeiras, empresas daqui investem no mercado externo.

Valor

30/10/2012 08h29


É o caso da Vale, que inaugurou, no começo de outubro, a produção na mina de Lubambe, na Zâmbia, como parte do projeto Konkola North, que inclui uma mina subterrânea, usina e infraestrutura relacionada, localizado no cinturão de cobre do país africano, o projeto tem capacidade estimada para produção de 45 mil toneladas métricas de cobre concentrado por ano.

Com investimento de US$ 400 milhões, o projeto faz parte da joint venture entre a Vale e a African Rainbow Minerals, que detém 80% da operação, onde a brasileira aproveita o know-how adquirido na mineração de larga escala em ambientes tropicais. Os 20% restantes pertencem à Zambia Consolidated Copper Mines.

A jazida possui uma vida esperada de 28 anos e deve atingir a

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É o caso da Vale, que inaugurou, no começo de outubro, a produção na mina de Lubambe, na Zâmbia, como parte do projeto Konkola North, que inclui uma mina subterrânea, usina e infraestrutura relacionada, localizado no cinturão de cobre do país africano, o projeto tem capacidade estimada para produção de 45 mil toneladas métricas de cobre concentrado por ano.

Com investimento de US$ 400 milhões, o projeto faz parte da joint venture entre a Vale e a African Rainbow Minerals, que detém 80% da operação, onde a brasileira aproveita o know-how adquirido na mineração de larga escala em ambientes tropicais. Os 20% restantes pertencem à Zambia Consolidated Copper Mines.

A jazida possui uma vida esperada de 28 anos e deve atingir a capacidade máxima de produção em 2015, com potencial de expansão para 100 mil toneladas métricas anuais a partir de 2020. Com ela, a Vale espera impulsionar ainda mais sua produção total de cobre, que fechou os nove primeiros meses do ano em 211 mil toneladas.

A mina em Zâmbia não é a primeira investida da Vale no mercado de cobre fora do país. A mineradora também mantém ativos no Canadá e no Chile, que produziram 100 mil toneladas nos nove primeiros meses do ano.

A Vale também lidera a produção nacional. Sossego e Coqueirinho, no Pará, são as duas principais minas da empresa em operação no país. Mas a grande aposta da mineradora nesse segmento é a mina de Salobo e sua expansão, Salobo II, também no Pará, um investimento total de US$ 2,5 bilhões. A primeira, com capacidade nominal estimada para 100 mil toneladas, entrou em produção em junho. Já a expansão está prevista para o primeiro semestre de 2014.

O bom momento do mercado também estimula outras empresas, como a Mineração Caraíba que, associada à suíça Glencore (atualmente em processo de fusão com a mineradora anglo-suíça Xstrata), revitalizou sua mina de cobre no Sul da Bahia. "A produção deveria entrar em declínio a partir de 2007, mas desse modo conseguimos estender o horizonte da mina até 2025", diz Sérgio Fráguas, presidente da empresa.

A produção de concentrado de cobre é toda voltada para atender à Paranapanema, enquanto as 5 mil toneladas de catodos de cobre são vendidas no mercado interno.

A companhia procurou diversificar nos últimos anos, investindo em uma mina de ouro em Nova Xavantina, no Mato Grosso, e em novas prospecções de cobre, no Norte da Bahia e no Pará. Este último projeto, localizado em Tucumã, teve investimento de R$ 600 milhões, com previsão de início de produção em 2015. Com isso, a empresa espera dobrar para 60 mil toneladas por ano a sua produção de concentrado de cobre.

Apesar de ser apenas o 15º do ranking de produção de cobre, o mercado brasileiro também atrai gigantes como a chilena Codelco, maior mineradora de cobre do mundo. A canadense Yamana Gold aproveita o cobre como subproduto da extração do ouro.

 

 

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