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Etanol de cana tem novo estímulo nos EUA

Vendas no mercado norte-americano devem atingir 52,8 bilhões de litros em 2011

Folha de S. Paulo

02/12/2010 11h07 | Atualizada em 02/12/2010 13h08


O etanol de cana-de-açúcar tem um novo estímulo para ganhar espaço nos Estados Unidos no próximo ano. As vendas de etanol no mercado norte-americano devem atingir 52,8 bilhões de litros em 2011, ante 49 bilhões de litros neste ano.

As diretrizes para o consumo de biocombustíveis foram divulgadas pela EPA (Agência de Proteção Ambiental dos EUA), que reduziu a participação do etanol celulósico no consumo.

A medida pode obrigar os americanos a comprar etanol do Brasil e, assim, forçar a extinção ou a redução da tarifa imposta às importações, pois a fatia dos combustíveis avançados no consumo total não foi alterada.

A EPA determina o consumo de 5,1 bilhões de litros de combustíveis avançados em 2011. Entram nessa clas

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O etanol de cana-de-açúcar tem um novo estímulo para ganhar espaço nos Estados Unidos no próximo ano. As vendas de etanol no mercado norte-americano devem atingir 52,8 bilhões de litros em 2011, ante 49 bilhões de litros neste ano.

As diretrizes para o consumo de biocombustíveis foram divulgadas pela EPA (Agência de Proteção Ambiental dos EUA), que reduziu a participação do etanol celulósico no consumo.

A medida pode obrigar os americanos a comprar etanol do Brasil e, assim, forçar a extinção ou a redução da tarifa imposta às importações, pois a fatia dos combustíveis avançados no consumo total não foi alterada.

A EPA determina o consumo de 5,1 bilhões de litros de combustíveis avançados em 2011. Entram nessa classificação combustíveis que reduzam em pelo menos 50% as emissões de gases que provocam o efeito estufa.

A aposta dos EUA para cumprir essa meta era o etanol celulósico, mas, segundo a EPA, apenas cinco unidades estarão aptas a produzir 25 milhões de litros do produto no ano que vem -volume muito menor do que o alvo original da agência para 2011: 950 milhões de litros.

O etanol de cana é o grande candidato a substituto. Segundo a própria EPA, ele é capaz de reduzir as emissões em 61%. Já o etanol de milho provoca uma redução de 20% e, portanto, não contribui para a meta de combustíveis avançados.

Ainda assim, 48 bilhões de litros de etanol de milho serão consumidos em 2011.

Oportunidade
"A baixa produção de etanol celulósico nos EUA é uma evidência de que eles vão ter demanda para outros combustíveis avançados, como o etanol de cana", diz Joel Velasco, representante da Unica (União da Indústria de Cana) na América do Norte.

Para Marcelo Monteiro, analista setorial da Lafis Consultoria, a situação pode ter impacto no debate sobre o fim da tarifa de US$ 0,15 por litro de etanol importado. A vigência dessa medida acaba neste ano e, para ser prorrogada, precisa ser aprovada pelo Congresso americano até 31 de dezembro. Até o final do ano, também será votado o aumento de 10% para 15% na mistura de etanol na gasolina, o que pode elevar ainda mais a demanda pelo biocombustível.

"Pode ser mais um argumento para os parlamentares que são contra a manutenção da tarifa", diz.

Nesta terça (30/11), 17 senadores americanos encaminharam uma carta para os líderes da Casa contra a tarifa e o subsídio de US$ 0,12 por litro pago às refinarias para misturar etanol à gasolina. "Isso dificulta o trabalho do lobby do milho nos EUA", diz Velasco.

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