Gazeta do Povo
07/01/2026 16h29
Santa Catarina precisará investir R$ 57 bilhões entre 2026 e 2029 para que a infraestrutura de transportes consiga atender às demandas da indústria e sustentar o crescimento econômico do estado.
A estimativa consta na Agenda Estratégica para Infraestrutura e Transporte, lançada pela Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc).
O documento mapeia gargalos logísticos e define obras consideradas prioritárias pelo setor produtivo.
O estudo aponta que 75% desse volume de recursos deverá vir da iniciativa privada. Isso reforça, de acordo com a Fiesc, a dependência de concessões, parcerias pú
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Santa Catarina precisará investir R$ 57 bilhões entre 2026 e 2029 para que a infraestrutura de transportes consiga atender às demandas da indústria e sustentar o crescimento econômico do estado.
A estimativa consta na Agenda Estratégica para Infraestrutura e Transporte, lançada pela Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc).
O documento mapeia gargalos logísticos e define obras consideradas prioritárias pelo setor produtivo.
O estudo aponta que 75% desse volume de recursos deverá vir da iniciativa privada. Isso reforça, de acordo com a Fiesc, a dependência de concessões, parcerias público-privadas (PPPs) e investimentos empresariais para viabilizar projetos estruturantes. Para o presidente do órgão estadual, Gilberto Seleme, o montante necessário impõe um desafio adicional em um cenário de restrição fiscal, especialmente nos projetos que dependem de recursos federais.
Seleme afirma que a infraestrutura deixou de ser apenas um tema técnico e passou a impactar diretamente todos os setores econômicos.
Na avaliação da entidade, sem um esforço conjunto envolvendo governo, parlamento, setor produtivo e sociedade, Santa Catarina corre o risco de perder competitividade. Além disso, pode reduzir investimentos e limitar a geração de emprego e renda.
O levantamento da Fiesc mostra que é no modal rodoviário que está a maior parte das necessidades de investimento na infraestrutura de transportes. Até 2029, as rodovias catarinenses devem demandar R$ 40,2 bilhões.
O valor representa cerca de 70% do total estimado para a infraestrutura de transportes no estado.
Na sequência da análise aparecem os investimentos em ferrovias, com previsão de R$ 9,9 bilhões, seguidos pelo modal aquaviário, que exigirá R$ 4,89 bilhões, segundo o cálculo do segmento industrial catarinense.
Os setores aeroviário e dutoviário são elencados com valores menores, de R$ 991,9 milhões e R$ 873,1 milhões, respectivamente.
A predominância das rodovias na projeção do setor reflete a estrutura logística catarinense, fortemente dependente do transporte terrestre para o escoamento da produção industrial e agropecuária. Mesmo com a relevância dos portos e aeroportos, a maior parte das cargas ainda circula pelas estradas.
07 de janeiro 2026
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