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EPE prevê disputa entre térmicas a gás e eólicas em leilão

Agência Brasil

14/06/2011 09h42 | Atualizada em 14/06/2011 13h13


As usinas termelétricas movidas a gás natural e as eólicas (movidas pelos ventos) entrarão em ótimas condições de competitividade nos próximos leilões de energia. A avaliação é do presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim,

Segundo ele, o aumento da oferta de gás natural e a queda nos preços devem atrair os investidores para esse tipo de empreendimento, enquanto a maior oferta de equipamentos a preços mais competitivos deve favorecer os empreendimentos que usam a energia eólica.

"Com a contribuição desses fatores, certamente as fontes com o maior peso são as eólicas e as térmicas a gás, praticamente empatadas. Acho que essa será a grande disputa do leilão, embora haja espaço também para outras

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As usinas termelétricas movidas a gás natural e as eólicas (movidas pelos ventos) entrarão em ótimas condições de competitividade nos próximos leilões de energia. A avaliação é do presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim,

Segundo ele, o aumento da oferta de gás natural e a queda nos preços devem atrair os investidores para esse tipo de empreendimento, enquanto a maior oferta de equipamentos a preços mais competitivos deve favorecer os empreendimentos que usam a energia eólica.

"Com a contribuição desses fatores, certamente as fontes com o maior peso são as eólicas e as térmicas a gás, praticamente empatadas. Acho que essa será a grande disputa do leilão, embora haja espaço também para outras fontes", prevê Tolmasquim.

Para os dois leilões,que serão realizados no próximo mês - o leilão A-3 e o leilão de reserva -, foram cadastrados 582 empreendimentos, entre usinas hidrelétricas, inclusive pequenas centrais hidrelétricas, centrais eólicas e térmicas movidas a gás natural e a biomassa. No leilão A-3, os empreendedores terão que fornecer energia a partir de 1º de janeiro de 2014, enquanto o leilão de reserva prevê a entrega de energia a partir de 1º de julho do mesmo ano.

A oferta total dos projetos habilitados será de 27.561 MW de potência instalada, volume que, segundo a EPE, "extrapolou todas as expectativas anteriores ao início do prazo de cadastramento".

Segundo Tolmasquim, o sistema deverá ser operado com excedente de 5 mil a 6 mil megawatts (MW) médios por ano até 2014, devido à situação hidrológica favorável. "Se considerarmos a relação oferta/demanda, temos garantia de fornecimento de energia, e com grande excedente, até 2014."

 

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