Energia
Valor
28/10/2011 12h41 | Atualizada em 28/10/2011 16h01
Há ainda dois pontos cruciais atrasando o fechamento do acordo para aquisição de 45% das ações da petrolífera brasileira HRT pela anglo-russa TNK-BP. Um deles é uma cláusula que permite o aumento da participação da TNK-BP na operação da companhia no futuro, por meio da aquisição de um lote adicional de ações, o que a tornaria operadora. Esse é um tema caro para Márcio Melo, sócio fundador da HRT, que gostaria de manter a parte brasileira da sociedade à frente das operações.
Outro ponto envolve a Petra Energia, que era dona dessa participação e está saindo da empresa. A empresa negocia uma forma de participar dos ganhos futuros da HRT caso haja sucesso da campanha exploratória nos 21 blocos do da área do Solimões, na Amazônia.
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Há ainda dois pontos cruciais atrasando o fechamento do acordo para aquisição de 45% das ações da petrolífera brasileira HRT pela anglo-russa TNK-BP. Um deles é uma cláusula que permite o aumento da participação da TNK-BP na operação da companhia no futuro, por meio da aquisição de um lote adicional de ações, o que a tornaria operadora. Esse é um tema caro para Márcio Melo, sócio fundador da HRT, que gostaria de manter a parte brasileira da sociedade à frente das operações.
Outro ponto envolve a Petra Energia, que era dona dessa participação e está saindo da empresa. A empresa negocia uma forma de participar dos ganhos futuros da HRT caso haja sucesso da campanha exploratória nos 21 blocos do da área do Solimões, na Amazônia.
O fechamento da operação, avaliada em US$ 1,05 bilhão, com pagamento em duas parcelas, era esperado para hoje, mas ainda é incerto que os envolvidos no negócio consigam chegar a um consenso até o fim do dia. A operação tem de atender os interesses tanto de HRT, que exerceu direito de compra dos 45% em maio por R$ 1,29 bilhão, quanto da Petra, que quer se apoderar da diferença (mais de US$ 200 milhões) e garantir ganhos adicionais futuros.
Uma coisa parece certa no mercado: se a TNK-BP não entrar na HRT as ações da companhia brasileira podem cair, pois ela terá usado seu caixa para quitar o negócio com a Petra, não conta com entrada de dinheiro novo e tem pela frente um amplo programa de investimentos de US$ 12 bilhões (em caso de sucesso exploratório que resulte novos investimentos em infraestrutura de escoamento), sendo US$ 3,2 bilhões até 2014.
A TNK-BP é 50% controlada pela petrolífera inglesa BP e 50% pela holding AAR, pertencente a três megaempresários russos, que administra US$ 35 bilhões em ativos no setor de óleo e gás. A companhia é a terceira maior petrolífera da Rússia, com produção de 1,78 milhão de barris ao dia.
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