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Eletronuclear pode acelerar projetos para elevar segurança em Angra

Valor

29/03/2011 10h24 | Atualizada em 29/03/2011 15h06


A Eletronuclear poderá acelerar projetos que estavam em estudo para elevar o grau de segurança das usinas nucleares em Angra dos Reis, no Rio. As duas possibilidades estudadas até o momento tratam de medidas para garantir a geração de energia elétrica às usinas, o que se mostrou ser um grande problema, como o que ocorreu no acidente nuclear registrado no Japão, na unidade de Fukushima, já que o sistema de resfriamento dos reatores depende de energia elétrica.

Com isso, a estatal estuda a possibilidade de se basear na experiência de um país que possui um dos maiores parques nucleares do mundo, a França, e passar a utilizar geradores móveis de energia, que utilizariam o diesel como combustível. As unidades ficariam sobre carretas.

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A Eletronuclear poderá acelerar projetos que estavam em estudo para elevar o grau de segurança das usinas nucleares em Angra dos Reis, no Rio. As duas possibilidades estudadas até o momento tratam de medidas para garantir a geração de energia elétrica às usinas, o que se mostrou ser um grande problema, como o que ocorreu no acidente nuclear registrado no Japão, na unidade de Fukushima, já que o sistema de resfriamento dos reatores depende de energia elétrica.

Com isso, a estatal estuda a possibilidade de se basear na experiência de um país que possui um dos maiores parques nucleares do mundo, a França, e passar a utilizar geradores móveis de energia, que utilizariam o diesel como combustível. As unidades ficariam sobre carretas. Atualmente, Angra 1 e Angra 2 contam com 16 diesel-geradores fixos.

Outra possibilidade, segundo o assessor da presidência da empresa, Leonan dos Santos, é a construção de uma pequena central hidrelétrica (PCH) nas proximidades das usinas nucleares de Angra dos Reis.

O estudo para a construção da PCH já havia sido feito no ano passado. A ideia é construir a unidade em um dos rios que cortam áreas próximas às usinas. “Vivemos numa região rica de rios e o problema de perda total, como ocorreu no Japão, nós estudamos há tempo. Mas a medida pode ser acelerada”, afirmou o executivo.

A ideia da companhia, na verdade, é ter as duas opções de geração de energia, caso aconteça alguma coisa com as linhas de transmissão que abastecem as usinas. “A PCH supriria a situação improvável de perder, numa situação extrema, esses 16 diesel-geradores de emergência. É para alimentar os itens críticos de segurança, que, no caso do Japão, eram as bombas de resfriamento”, declarou Santos.

A estatal também vai contratar uma consultoria externa para monitorar e mapear a situação das encostas próximas à localização das usinas nucleares. “Não existe risco de desabar uma encosta nas usinas, mas tem quem ver o impacto sobre a rede elétrica que alimenta Angra”, lembrou o assessor da presidência.

Santos afirmou ainda que, por enquanto, não há motivos para paralisar o programa nuclear brasileiro, mas disse que será preciso aguardar os desdobramentos do acidente no Japão. “A discussão está, no mundo todo, influenciada por uma questão mais emocional”, avaliou.

Ele admitiu também que a Usina de Angra 2 não tem licença de operação definitiva, e que a permissão temporária utilizada até então tem de ser renovada anualmente. Santos participou de um seminário na Fundação Getúlio Vargas (FGV), no Rio de Janeiro.

 

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