Energia
Reuters
03/02/2011 13h52 | Atualizada em 03/02/2011 15h53
O governo brasileiro precisa dar mais importância à exploração e exportação de urânio como vem fazendo com o petróleo no pré-sal, defendeu nesta quarta-feira o assessor da presidência da Eletronuclear, Leonam Guimarães.
Segundo ele, o Brasil tem uma das quatro maiores reservas de urânio do mundo ao lado de Austrália, Cazaquistão e Canadá, mas não tira proveito desse ativo de maneira adequada. Guimarães disse que falta uma decisão política para transformar o país em um grande exportador do produto.
"É um decisão que precisa ser tomada. Seria um absurdo não transformar isso em benefício para o país", disse ele em palestra em um congresso latino-americano de energia no Rio de Janeiro. "Não há uma proibição legal para a expor
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O governo brasileiro precisa dar mais importância à exploração e exportação de urânio como vem fazendo com o petróleo no pré-sal, defendeu nesta quarta-feira o assessor da presidência da Eletronuclear, Leonam Guimarães.
Segundo ele, o Brasil tem uma das quatro maiores reservas de urânio do mundo ao lado de Austrália, Cazaquistão e Canadá, mas não tira proveito desse ativo de maneira adequada. Guimarães disse que falta uma decisão política para transformar o país em um grande exportador do produto.
"É um decisão que precisa ser tomada. Seria um absurdo não transformar isso em benefício para o país", disse ele em palestra em um congresso latino-americano de energia no Rio de Janeiro. "Não há uma proibição legal para a exportação, mas é preciso um decisão política."
Para o assessor da presidência da Eletronuclear, uma subsidiária da estatal Eletrobras, a exportação do urânio beneficiado --conhecido como "yellow cake"-- é um tema desprezado porque há uma visão antiquada de que o insumo é escasso e finito.
Ele salientou ainda que o Brasil tem hoje reservas provadas de cerca de 300 mil toneladas de urânio, e um potencial que pode chegar a mais de 1 milhão de toneladas, de acordo com dados das Indústrias Nucleares do Brasil (INB).
Se os prognósticos se confirmarem, o Brasil se tornaria dono da segunda maior reserva mundial de urânio, atrás apenas da Austrália, segundo Guimarães.
"Se as expectativas se confirmarem, teremos mais de 1 milhão em reservas de urânio ou o equivalente a 40 a 45 por cento (do potencial energético) das reservas já provadas no pré-sal", acrescentou.
O assessor da Eletronuclear destacou que o mundo já está superando os preconceitos contra a geração nuclear e que a China está construindo 25 usinas nucleares e tem planos de expandir ainda mais seu parque nos próximos anos, o que gera uma grande demanda por urânio.
A exploração e a gestão do urânio é monopólio da União e um dos argumentos usados para a não exportação do produto beneficiado é o risco de uso do insumo para fins bélicos, como a fabricação de bombas atômicas.
O executivo informou ainda que a tonelada do urânio tipo exportação no mercado futuro está sendo negociada 133 mil dólares. "Tem um alto valor agregado e capacidade de geração de divisas", afirmou Guimarães, destacando que as usinas de Angra I e II consomem juntas por ano 400 toneladas do produto.
Até 2030, o Brasil pretende construir de 4 a 8 novas unidades nucleares, cada uma com capacidade de gerar 1 mil megawatts.
Em março, a Eletronuclear vai entregar ao governo um Atlas com áreas mapeadas onde podem ser instaladas unidades nucleares no futuro, completou o assessor da Eletronuclear.
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