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Da reciclagem à geração de energia elétrica

Da simples separação de resíduos até a criação de usinas termelétricas, os municípios tentam criar alternativas para tentar superar suas montanhas de lixo

Zero Hora – RS

01/11/2010 11h00 | Atualizada em 01/11/2010 13h01


 

A reciclagem, tecnologia mais conhecida e teoricamente mais fácil de ser executada, ainda é a rara no Estado. Segundo coordenador de Meio Ambiente da Federação das Associações de Municípios do Estado (Famurs), Valtemir Goldmeier, somente 2% do lixo gaúcho é reciclado.

Os rejeitos misturados funcionam como veneno, que corrói os aterros sanitários, diminuindo a vida útil dessas áreas. Em Minas do Leão, na montanha de 50 metros de rejeitos, o problema é escancarado. Material plástico, que poderia ter sido utilizado, literalmente brota da terra preta.

Além da separação, Goldmeier aponta a necessidade de buscar soluções mais complexas e caras, como usinas de queima de lixo, amplamente utilizadas na Europa.

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A reciclagem, tecnologia mais conhecida e teoricamente mais fácil de ser executada, ainda é a rara no Estado. Segundo coordenador de Meio Ambiente da Federação das Associações de Municípios do Estado (Famurs), Valtemir Goldmeier, somente 2% do lixo gaúcho é reciclado.

Os rejeitos misturados funcionam como veneno, que corrói os aterros sanitários, diminuindo a vida útil dessas áreas. Em Minas do Leão, na montanha de 50 metros de rejeitos, o problema é escancarado. Material plástico, que poderia ter sido utilizado, literalmente brota da terra preta.

Além da separação, Goldmeier aponta a necessidade de buscar soluções mais complexas e caras, como usinas de queima de lixo, amplamente utilizadas na Europa.

– São projetos caros, mas é preciso começar a pensar na utilização delas, principalmente na Região Metropolitana, que não tem espaço para aterros – aponta.

Em Minas do Leão, a usina para queima do gás exalado do lixo, o metano, já funciona. A empresa, no entanto, pretende transformar em breve o empreendimento em uma usina de energia de biogás, com capacidade para 6 megawatts.

Em Seberi, no norte do Estado, foi criado o Consórcio Intermunicipal de Gestão de Resíduos Sólidos, que almeja montar uma usina termelétrica abastecida exclusivamente por rejeito. O projeto, considerado pioneiro no Brasil, envolve mais de 50 municípios da região.

 

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