Energia
Valor Econômico
14/12/2010 11h11 | Atualizada em 14/12/2010 13h11
A Copel deverá ir ao leilão da usina hidrelétrica de Teles Pires, que acontece na sexta-feira, em consórcio formado com Alupar e Triunfo Participações e Investimentos (TPI). Apesar de estar quase 100% acertado de que a Copel irá com essa formação e de o prazo de inscrição ter se encerrado na sexta-feira, a decisão final somente ocorrerá hoje com os aportes de garantia. Isso porque a empresa inscreveu dois consórcios para o leilão e os sócios originais tentam reverter politicamente a situação.
A estatal de energia do Paraná ia para a disputa como líder, com 51%, de um consórcio que incluía as construtoras J. Malucelli, CR Almeida e a Engevix. A formação foi feita quando ainda havia a necessidade de a Copel ser majoritária nos empr
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A Copel deverá ir ao leilão da usina hidrelétrica de Teles Pires, que acontece na sexta-feira, em consórcio formado com Alupar e Triunfo Participações e Investimentos (TPI). Apesar de estar quase 100% acertado de que a Copel irá com essa formação e de o prazo de inscrição ter se encerrado na sexta-feira, a decisão final somente ocorrerá hoje com os aportes de garantia. Isso porque a empresa inscreveu dois consórcios para o leilão e os sócios originais tentam reverter politicamente a situação.
A estatal de energia do Paraná ia para a disputa como líder, com 51%, de um consórcio que incluía as construtoras J. Malucelli, CR Almeida e a Engevix. A formação foi feita quando ainda havia a necessidade de a Copel ser majoritária nos empreendimentos, por causa de lei estadual criada no governo de Roberto Requião (PMDB). Ontem, no entanto, era dado como certo que a empresa havia mudado de lado com a sanção da lei que permite a empresa ser minoritária. Ela aceitou ter 49% em um consórcio que inclui a TPI e Alupar, com Alusa como construtora.
Irritado, um integrante de uma empresa que fazia parte da primeira formação disse ontem que tentaria reverter novamente o quadro. "A Copel nos rejeitou em troca de uma aventura", comentou. A direção da estatal nunca escondeu a intenção de entrar para valer nos leilões de usinas no Mato Grosso, depois de ter vencido a disputa pela hidrelétrica de Colíder, de 300 megawatts (MW) de potência, em julho.
Desde então, o ex-presidente da estatal, Ronald Thadeu Ravedutti, que morreu em acidente de carro no mês passado, passou a dizer que era só o começo. A empresa foi agressiva apresentando forte deságio no leilão, assim como seus agora sócios TPI e Alupar, que levaram as outras duas usinas leiloadas junto com Colíder. Por isso a nova formação é considerada um forte candidato. Os outros concorrentes são GDF Suez, com Eletronorte e Chesf; Neoenergia, Odebrecht, Furnas e Eletrosul; e ainda CPFL Energia, Cemig, Andrade Gutierrez e Camargo Corrêa .
Os aportes das garantias para Teles Pires devem ser feitos hoje, já que o leilão foi confirmado ontem pela Empresa de Pesquisa Energética, depois que o Ibama liberou a licença ambiental prévia da usina. Assim, não passa de hoje a decisão final da Copel. Mas a motivação política ainda pode surpreender. O governador eleito, Beto Richa, do PSDB, que assume em janeiro, já deu declarações de que reveria o investimento em Colíder por entender que os investimentos não trariam o retorno adequado. Mas se ganhar Teles Pires, essa situação pode ser revertida já que as duas usinas teriam ganhos de sinergia.
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