Correio Braziliense
30/04/2026 08h36 | Atualizada em 30/04/2026 08h36
A Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara dos Deputados aprovou, na semana passada, a suspensão de parte de uma norma do Poder Executivo que trata do uso de ferrovias por diferentes empresas.
A proposta altera regras sobre o chamado “direito de passagem” e ocorre em meio ao debate sobre ampliação da concorrência no setor ferroviário.
Relator da matéria, o deputado Toninho Wandscheer (PP-PR) recomendou a aprovação de um substitutivo ao Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 141/2019, em vez do texto original. Segundo ele, a revogação total do decreto em vigor poderia gerar insegurança jurídica.
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A Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara dos Deputados aprovou, na semana passada, a suspensão de parte de uma norma do Poder Executivo que trata do uso de ferrovias por diferentes empresas.
A proposta altera regras sobre o chamado “direito de passagem” e ocorre em meio ao debate sobre ampliação da concorrência no setor ferroviário.
Relator da matéria, o deputado Toninho Wandscheer (PP-PR) recomendou a aprovação de um substitutivo ao Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 141/2019, em vez do texto original. Segundo ele, a revogação total do decreto em vigor poderia gerar insegurança jurídica.
“A suspensão integral do decreto criaria um vazio normativo sobre o tema”, afirmou o parlamentar.
De acordo com Wandscheer, esse cenário poderia “dificultar a atuação tanto do poder público quanto das concessionárias e diminuir a esfera de direitos dos usuários e também dos cidadãos que convivem com as ferrovias no perímetro urbano”.
O parecer aprovado busca, portanto, preservar parte das regras existentes ao mesmo tempo em que elimina dispositivos considerados excessivos.
A avaliação na comissão é que o equilíbrio regulatório é necessário para garantir segurança jurídica e estimular investimentos no setor.
Na prática, a medida pode facilitar o compartilhamento da infraestrutura ferroviária entre empresas, sem comprometer a organização do sistema.
Parlamentares favoráveis ao texto argumentam que a mudança tende a melhorar a eficiência logística e ampliar a competitividade.
A proposta ainda será analisada por outras comissões da Câmara antes de seguir para o plenário. Caso seja aprovada em definitivo, o novo texto passa a sustar apenas os trechos considerados problemáticos da norma editada pelo Executivo.
02 de julho 2026
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