Mineração
Brasil Econômico
12/07/2011 10h19 | Atualizada em 12/07/2011 13h29
Com medo da privatização, 46 mil trabalhadores paralisam a maior produtora mundial do metal, a estatal Codelco.
A Federação de Trabalhadores do Cobre (FCC) do Chile realiza nesta segunda-feira (11/7) uma paralisação contra a privatização de ativos minerais controlados pela estatal Corporação Nacional do Cobre (Codelco).
"Temos antecedentes concretos da iniciativa (de privatização) não só da Codelco, mas também do governo, que começou uma privatização encoberta desta grande empresa do Estado", afirmou à agência Prensa Latina o presidente do sindicato chileno, Raymundo Espinoza.
A greve mobiliza 16 mil trabalhadores diretos e 30 mil indiretos. A paralisação iniciada às 10h30 está prevista para durar 24 horas, em pro
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Com medo da privatização, 46 mil trabalhadores paralisam a maior produtora mundial do metal, a estatal Codelco.
A Federação de Trabalhadores do Cobre (FCC) do Chile realiza nesta segunda-feira (11/7) uma paralisação contra a privatização de ativos minerais controlados pela estatal Corporação Nacional do Cobre (Codelco).
"Temos antecedentes concretos da iniciativa (de privatização) não só da Codelco, mas também do governo, que começou uma privatização encoberta desta grande empresa do Estado", afirmou à agência Prensa Latina o presidente do sindicato chileno, Raymundo Espinoza.
A greve mobiliza 16 mil trabalhadores diretos e 30 mil indiretos. A paralisação iniciada às 10h30 está prevista para durar 24 horas, em protesto contra a venda de minas da Codelco, maior produtora mundial de cobre.
"Que se diga agora ao governo, ao presidente, ao ministro de Mineração que Gabriela Mistral não será repassada à iniciativa privada", disse Espinoza ao jornal Míneria Chilena.
US$ 40 milhões em perdas
Segundo a federação dos trabalhadores mineiros, o principal alvo do governo é a mina Gabriela Mistral. Inaugurada há pouco mais de dois anos na região de Antofagasta, no norte do Chile, o depósito com cerca de 620 milhões de minério oxidado e 0,41% de teor de cobre recebeu o nome em homenagem à poetisa vencedora do Prêmio Nobel de Literatura de 1945.
O desenvolvimento da mina, entre 2006 e 2008, foi tratado como uma questão de orgulho nacional no vizinho sul-americano, por ser Gabriela Mistral o maior projeto da Codelco em uma década. A estatal investiu US$ 1 bilhão na mina com a previsão de produzir 150 mil toneladas de cobre a partir de 2015.
A paralisação desta segunda-feira é a primeira greve na Codelco em 18 anos. A estatal disse em nota que o protesto representará uma perda de US$ 40 milhões, resultado da 5 mil toneladas de cobre fino que não serão refinados.
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