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Chevron deve comprovar eficiência no fechamento de poço

Logo após o acidente, a mancha de óleo no campo de Frade chegou a 18 quilômetros quadrados.

O Povo Online

12/12/2011 12h26


A companhia petroquímica norte-americana Chevron tem até a próxima semana para comprovar à Agência Nacional do Petróleo (ANP) que a vedação do poço do campo de Frade, na bacia de Campos, está sendo providenciada de modo eficiente. Se deixar de ocorrer isso, outras obrigações poderão ser impostas à empresa, como o monitoramento eterno da abertura ou a abertura de um poço de alívio para reduzir a pressão do petróleo no local.

Segundo Magda Chambriard, diretora da ANP, estudos técnicos do processo de cimentação não comprovaram que houve aderência ao poço, tanto no primeiro quanto no segundo tampão instalados no local, cada um com 350 metros de comprimento.

“O abandono do poço ainda não está completo. Essa bola agora está com

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A companhia petroquímica norte-americana Chevron tem até a próxima semana para comprovar à Agência Nacional do Petróleo (ANP) que a vedação do poço do campo de Frade, na bacia de Campos, está sendo providenciada de modo eficiente. Se deixar de ocorrer isso, outras obrigações poderão ser impostas à empresa, como o monitoramento eterno da abertura ou a abertura de um poço de alívio para reduzir a pressão do petróleo no local.

Segundo Magda Chambriard, diretora da ANP, estudos técnicos do processo de cimentação não comprovaram que houve aderência ao poço, tanto no primeiro quanto no segundo tampão instalados no local, cada um com 350 metros de comprimento.

“O abandono do poço ainda não está completo. Essa bola agora está com a Chevron, ela tem de provar para nós que o que ela fez está certo”, disse Magda. Até as 19h30min da última sexta-feira (9), a Chevron não havia se pronunciado.

Um acidente no dia 8 de novembro durante a perfuração de um poço no campo de Frade provocou o vazamento de 2.400 barris de petróleo na costa brasileira. A agência determinou o abandono total do poço, o que vem sendo feito desde meados de novembro.

Segundo Magda, a empresa colocou novo equipamento no subsolo para recolher as pequenas gotas de petróleo que ainda se desprendem das fissuras nas rochas. A mancha de óleo, que no auge chegou a 18 quilômetros quadrados, agora teria uma área de 800 por 300 metros, segundo a ANP.

A agência abriu três processos administrativos contra a empresa e já apurou 10 infrações por causa do acidente. A agência confirmou que a fonte primária do vazamento foi interrompida, mas teme que uma cimentação mal feita provoque um novo derramamento de óleo.

Magda lembrou que a ANP aumentou a fiscalização na exploração de petróleo no Brasil desde o acidente da companhia inglesa British Petroleum (BP) no golfo do México, no ano passado, e desde então já encontrou 682 irregularidades em plataformas. Onze foram interditadas.

 

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