A BRK Ambiental venceu o leilão realizado no dia 30 de setembro pelo governo de Alagoas e assumirá, por 35 anos, a concessão de água e esgoto em 13 cidades da região metropolitana de Maceió.
A companhia, que tem como sócios o fundo canadense Brookfield (70%) e o FI-FGTS (30%), ganhou a concorrência com um lance de R$ 2 bilhões, que superou todas as expectativas do governo estadual e do BNDES. “Foi uma surpresa grande. Qualquer lance superior a R$ 1 bilhão já ficaria acima do esperado”, disse Rodrigo Bertoccelli, sócio do Felsberg Advogados, que trabalhou na estruturação do projeto junto ao BNDES.
A proposta ven
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A BRK Ambiental venceu o leilão realizado no dia 30 de setembro pelo governo de Alagoas e assumirá, por 35 anos, a concessão de água e esgoto em 13 cidades da região metropolitana de Maceió.
A companhia, que tem como sócios o fundo canadense Brookfield (70%) e o FI-FGTS (30%), ganhou a concorrência com um lance de R$ 2 bilhões, que superou todas as expectativas do governo estadual e do BNDES. “Foi uma surpresa grande. Qualquer lance superior a R$ 1 bilhão já ficaria acima do esperado”, disse Rodrigo Bertoccelli, sócio do Felsberg Advogados, que trabalhou na estruturação do projeto junto ao BNDES.
A proposta vencedora superou a do segundo colocado em mais de R$ 500 milhões. O grupo Jangada, formado por Iguá Saneamento e Sabesp, ofereceu R$ 1,48 bilhão. O valor é fixo e será pago ao governo de Alagoas.
A BRK terá que fazer investimentos de R$ 2,6 bilhões, durante o contrato de 35 anos de concessão, para operar serviços de água e esgoto em 13 cidades da região metropolitana de Maceió, que reúne uma população de 1,5 milhão de pessoas.
O contrato obriga um investimento de R$ 2 bilhões nos oito primeiros anos. O objetivo é universalizar os serviços de abastecimento de água em um prazo de seis anos, e os de esgotamento sanitário em 16 anos.
O leilão foi o primeiro com a modelagem do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). “A concorrência de sete propostas em regime de PPP (Parceria Público-Privada) em Alagoas sinaliza um novo apetite de grupos privados pelo setor”, avaliou Percy Soares Neto, diretor executivo da Associação Brasileira das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto (Abcon).
Segundo ele, somente em editais promovidos pelo BNDES para os próximos meses, há mais de R$ 50 bilhões em investimentos previstos. A Abcon aposta em competição e retomada de investimentos por conta da aprovação da Lei 14.026/20, novo marco legal do setor.
A Companhia Estadual de Saneamento de Alagoas (Casal) permanecerá como responsável pela produção de água para a região da PPP.