Energia
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05/04/2011 10h43 | Atualizada em 05/04/2011 14h37
Óleo de soja, fritura, girassol, canola, granola e amendoim; microalga de esgoto, manteiga estragada, borra de café, caroço do Tucumã, mamoma, abacate, algodão e sebo bovino. A lista é extensa e acima estão citados apenas alguns itens que podem ser transformados em matéria-prima para a produção de biodiesel.
Com esse amplo leque de fontes à fabricação de combustível renovável, resta a dúvida de qual delas pode ser a mais viável para uma produção em larga escala no mercado mundial, levando-se em conta os principais produtores: União Europeia, Estados Unidos e Brasil.
Das cinco matérias-primas tradicionais definidas pelo programa do governo brasileiro para servir
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Óleo de soja, fritura, girassol, canola, granola e amendoim; microalga de esgoto, manteiga estragada, borra de café, caroço do Tucumã, mamoma, abacate, algodão e sebo bovino. A lista é extensa e acima estão citados apenas alguns itens que podem ser transformados em matéria-prima para a produção de biodiesel.
Com esse amplo leque de fontes à fabricação de combustível renovável, resta a dúvida de qual delas pode ser a mais viável para uma produção em larga escala no mercado mundial, levando-se em conta os principais produtores: União Europeia, Estados Unidos e Brasil.
Das cinco matérias-primas tradicionais definidas pelo programa do governo brasileiro para servir de base para o biodiesel: mamona, algodão, girassol, dendê e soja, apenas esta última tem sustentado o projeto pela facilidade de cultivo. Atualmente, o produto detém 80% da produção nacional.
Contudo, o preço do litro de óleo de soja pode reduzir esse percentual. De acordo com pesquisador Renato Rosce, mestre em agronomia pela UFLA (Universidade Federal de Lavras-MG),“com o valor do litro de soja chegando a R$ 2, não há como vender biodiesel barato. Sem considerar os R$ 0,50 por litro relativos ao custo de fabricação, o que resulta em um preço final de R$ 2,50 para o biodiesel produzido”.
Desta forma, a busca por gorduras animais tende a aumentar. Os custos do sebo de origem bovina e de outras matérias graxas animais são tradicionalmente mais baratos do que os vegetais. “Se mudarmos os preços das matérias-primas, muda a história”, salienta o professor.
Palma
Entretanto, iniciando uma diversificação maior na matriz produtiva, a palma surge como outra alternativa. De acordo com o Mapa (Ministério da Agricultura), cada hectare da oleaginosa rende até cinco toneladas de óleo.
Segundo o ministério, para incentivar a produção de palma, o governo federal lançou o “Programa de Produção Sustentável da Palma de Óleo no Brasil”, que indica áreas aptas para o cultivo, oferece linhas facilitadas de crédito e define investimentos em pesquisa e desenvolvimento da cultura.
“De 2009 até este ano, o governo do País aplicará R$ 60 milhões em melhoramento genético, ampliação da capacidade de produção de sementes e estabelecerá parcerias internacionais com centros de excelência em palma de óleo”, revela.
No território brasileiro existem 11 usinas credenciadas para a produção do combustível, todas incluídas no PNPB (Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel).
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