Petronotícias
03/10/2022 14h17 | Atualizada em 05/10/2022 16h54
A construtora Andrade Gutierrez protocolou um pedido de recuperação extrajudicial para reestruturar sua dívida internacional, de US$ 440 milhões.
O plano de reestruturação já teve a adesão de credores, segundo a empresa. O acordo não envolve nenhuma outra dívida ou compromisso da companhia, apenas aos títulos de dívida no exterior com vencimento em 2024 e 2021.
A origem da dívida em reestruturação se deu em 2013, com a emissão de títulos no valor de US$ 500 milhões, que venceriam em 2018.
A Andrade Gutierrez já recomprou R$ 1,058 bilhão dos créditos que venceriam
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A construtora Andrade Gutierrez protocolou um pedido de recuperação extrajudicial para reestruturar sua dívida internacional, de US$ 440 milhões.
O plano de reestruturação já teve a adesão de credores, segundo a empresa. O acordo não envolve nenhuma outra dívida ou compromisso da companhia, apenas aos títulos de dívida no exterior com vencimento em 2024 e 2021.
A origem da dívida em reestruturação se deu em 2013, com a emissão de títulos no valor de US$ 500 milhões, que venceriam em 2018.
A Andrade Gutierrez já recomprou R$ 1,058 bilhão dos créditos que venceriam em 2024, mas ainda falta o pagamento de uma parcela desses títulos e de outra emissão, já vencida em 2021. Ao todo, esse valor soma US$ 440,12 milhões.
O pedido de recuperação foi feito na 1ª Vara Empresarial da Comarca de Belo Horizonte. O plano de reestruturação prevê o pagamento integral, sem deságio.
Há duas opções de pagamento, uma delas com vencimento em 2040 e outra em 2029. Ele também inclui um mecanismo de concessão de novos recursos, no valor mínimo de R$ 213 milhões, pelos credores à empresa.
“A Andrade Gutierrez informa que concluiu, em 12 de setembro de 2022, a transferência da totalidade de suas ações da CCR para Itaúsa e Votorantim”, disse a empresa em comunicado.
“Como desdobramento deste processo de venda, a Andrade Gutierrez também realizou um processo de renegociação e pagamento de suas dívidas, que culminaram em uma desalavancagem de mais de R$ 3,5 bilhões de reais”, explicou.
Neste processo, a Companhia firmou um acordo com a maioria de seus Bondholders (Ad hoc group), que resultou em uma redução da dívida dos bonds em R$ 1,058 bilhão, e um incremento de liquidez de curto prazo de R$ 213 milhões para a operação da companhia, além do alongamento da dívida por meio da eleição, pelos credores, entre duas dívidas distintas com prazo mínimo para o pagamento de qualquer parcela de principal em 2029.
Segundo a empresa, o acordo foi protocolado para implementação em 28 de setembro e engloba somente os títulos de dívida no exterior (bonds) vincendos e vencidos em 2024 e 2021, e não envolve nenhum outro direito ou obrigação da Companhia, mantendo inalteradas todas as demais dívidas bancárias e obrigações com fornecedores e clientes.
“Dessa forma, a empresa reafirma que este processo foi escolhido em consenso com os detentores dos bonds para a efetivação dessa negociação e não terá impacto adverso nos demais aspectos do negócio da Companhia”, completou.
02 de julho 2026
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