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19 de dezembro de 2013
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Aeroportos - Matéria de Capa

Galeão: A Hora do Renascimento

Fundado em 20 de janeiro de 1977, o Aeroporto Internacional do Galeão Antônio Carlos Jobim é hoje o segundo mais procurado do País (atrás apenas do Aeroporto de Guarulhos). Registrou, em 2012, a movimentação de aproximadamente 17,5 milhões de passageiros. O complexo aeroportuário conta com duas pistas, sendo uma delas a maior, de pouso e decolagem comercial, do Brasil, com mais de 4.000 m x 45 m, assim como um dos maiores, mais modernos e bem equipados terminais de logística de carga do continente.

Apesar da sua importância no sistema nacional, o Galeão vem sofrendo há anos com problemas crônicos, aparentemente de fácil solução. São escadas rolantes que não funcionam, estacionamentos lotados, elevadores enguiçados, infiltrações em banheiros, bares e restaurantes cobrando preços muito elevados, fingers insuficientes etc.

Localizado a apenas 20 km do Centro da Cidade do Rio de Janeiro, o Galão é servido pelas vias expressas Linha Vermelha, Linha Amarela e a Avenida Brasil, todas congestionadas nos horários de pico, o que dificulta o acesso ao terminal aeroportuário. O sistema de transporte urbano oferece táxis e linhas especiais de ônibus, que ligam o Galeão a diversos destinos, inclusive ao outro aeroporto da cidade, o Santos Dumont. Mas as opções são insuficientes: é comum os passageiros ficarem de 30 a 40 minutos à espera de um táxi.

Além da grande demanda de passageiros, o Galeão tem forte vocação para o transporte internacional de carga, estando apto a receber os maiores aviões cargueiros existentes. Está situado em uma região que muito raramente suspende suas operações por questões climáticas e ainda possui uma ampla área disponível para expansão, fatores que o transformam em natural porta de entrada para a importação e de saída para a exportação. Todavia, estas suas facilidades estão sendo subaproveitadas. Atualmente, o Galeão ocupa a quarta posição em volume de carga, nacional e internacional, entre os aeroportos brasileiros, perdendo para Guarulhos, Viracopos e Manaus. Com a concessão, a expectativa é que no máximo em cinco anos o Galeão assuma a liderança no ranking de carga internacional.

Entre as principais obras que terão de ser realizadas pelo futuro administrador privado do Galeão, conforme minuta do edital, estão a construção de mais 26 pontes de embarque e a ampliação do pátio de aeronaves para mais 21 posições até abril de 2016. Até 2015 de ser


Fundado em 20 de janeiro de 1977, o Aeroporto Internacional do Galeão Antônio Carlos Jobim é hoje o segundo mais procurado do País (atrás apenas do Aeroporto de Guarulhos). Registrou, em 2012, a movimentação de aproximadamente 17,5 milhões de passageiros. O complexo aeroportuário conta com duas pistas, sendo uma delas a maior, de pouso e decolagem comercial, do Brasil, com mais de 4.000 m x 45 m, assim como um dos maiores, mais modernos e bem equipados terminais de logística de carga do continente.

Apesar da sua importância no sistema nacional, o Galeão vem sofrendo há anos com problemas crônicos, aparentemente de fácil solução. São escadas rolantes que não funcionam, estacionamentos lotados, elevadores enguiçados, infiltrações em banheiros, bares e restaurantes cobrando preços muito elevados, fingers insuficientes etc.

Localizado a apenas 20 km do Centro da Cidade do Rio de Janeiro, o Galão é servido pelas vias expressas Linha Vermelha, Linha Amarela e a Avenida Brasil, todas congestionadas nos horários de pico, o que dificulta o acesso ao terminal aeroportuário. O sistema de transporte urbano oferece táxis e linhas especiais de ônibus, que ligam o Galeão a diversos destinos, inclusive ao outro aeroporto da cidade, o Santos Dumont. Mas as opções são insuficientes: é comum os passageiros ficarem de 30 a 40 minutos à espera de um táxi.

Além da grande demanda de passageiros, o Galeão tem forte vocação para o transporte internacional de carga, estando apto a receber os maiores aviões cargueiros existentes. Está situado em uma região que muito raramente suspende suas operações por questões climáticas e ainda possui uma ampla área disponível para expansão, fatores que o transformam em natural porta de entrada para a importação e de saída para a exportação. Todavia, estas suas facilidades estão sendo subaproveitadas. Atualmente, o Galeão ocupa a quarta posição em volume de carga, nacional e internacional, entre os aeroportos brasileiros, perdendo para Guarulhos, Viracopos e Manaus. Com a concessão, a expectativa é que no máximo em cinco anos o Galeão assuma a liderança no ranking de carga internacional.

Entre as principais obras que terão de ser realizadas pelo futuro administrador privado do Galeão, conforme minuta do edital, estão a construção de mais 26 pontes de embarque e a ampliação do pátio de aeronaves para mais 21 posições até abril de 2016. Até 2015 de ser construído um novo estacionamento para no mínimo 1.850 veículos e um sistema de pistas de pouso e decolagem independentes, com a abertura de uma terceira pista com extensão de 3.000 m, até 2021. Esse compromisso, no entanto, pode ser antecipado se a demanda assim o exigir, antes de o Galeão alcançar a marca de 262.900 mil movimentos de aeronaves anuais.

Hoje, a pista localizada no lado sul do sistema (3.180 m x 47 m) é usada primordialmente para as operações de pouso, enquanto a pista localizada no lado norte (4.000 m x 45 m) tem sido aproveitada, em geral, para decolagens.

Quem é a Changi Airport

Parceiro da Odebrecht Transporte na concessão do Aeroporto do Galeão, o grupo asiático Changi Airport administra o Changi, em Cingapura, eleito em 2012 pela 20a vez o melhor aeroporto do mundo, de acordo com a revista Business Traveler. Trata-se do sexto aeroporto mais movimentado do mundo, onde operam 110 linhas aéreas, que ligam o local a 270 cidades em 60 países. Cerca de 51 milhões de passageiros circularam por seus três terminais no ano passado, e um quarto terminal já está em construção, devendo ser inaugurado em 2017.

O destaque do Aeroporto de Cingapura não está apenas nos seus números grandiosos, mas também pelo elevado padrão de qualidade de todos os serviços que oferece. Com centenas de lojas e restaurantes, o aeroporto tem hotéis, cinemas e jardins, oferece serviços de massagens, conexão wi-fi e cinemas grátis para todos os passageiros. Ele ainda abriga o maior tobogã do mundo, com 12 m de altura, e uma piscina no terraço, com decoração inspirada nas praias de Bali.

O grupo Changi, por meio de seu braço internacional, ainda administra, ou presta consultoria, para outros 40 aeroportos em 20 países. No ano fiscal que terminou em março de 2013, o conglomerado registrou lucro de US$ 751 milhões, aumento de 35% em relação ao mesmo período de 2012.

 

 

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