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23 de setembro de 2021
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Especial Mercado Imobiliário

A industrialização da construção

Cada vez mais comum nos canteiros de obras, o emprego de novas tecnologias e materiais contribui decisivamente para o aumento da produtividade e otimização do prazo de execução
Por Redação

Aos poucos, o setor da construção civil brasileira finalmente se volta para a industrialização. E, assim como ocorre em outras atividades, esse movimento tem sido liderado por startups, que na construção ganharam o nome específico de construtechs.

É o caso da Prevision, construtech brasileira dedicada ao planejamento e gestão eficientes de obras. Mas a empresa não está sozinha. Segundo a CEO Paula Lunardelli, já existem diversas startups focadas em diferentes etapas de produção, desde a fase de projeto e viabilidade até a entrega e aquisição dos empreendimentos, passando pela atividade construtiva em si.

Segundo ela, as tecnologias atuais que impulsionam a construção industrializada incluem soluções como a aplicação de drones para captação dos terrenos na fase inicial dos projetos, realidade aumentada no momento da aquisição e tecnologias de análises preditivas (ou IoT – Internet das Coisas) na fase de operação. Mas não fica só nisso.

Afinal, essa evolução também inclui as chamadas proptechs (property technologies), acrônimo utilizado para descrever as tecnologias aplicáveis ao espaço do setor imobiliário, sejam softwares (plataformas de gestão), hardwares (sensores) ou materiais (como tijolos que atuam como baterias em painéis solares). “Olhando para prioridades das empresas do segmento, é possível dizer que a inteligência artificial e as ferramentas de Big Data e Analytics figuram entre as tecnologias mais cotadas para contratação nos próximos anos”, comenta a executiva.

PARÂMETROS

Como ressalta Lunardelli, as construtechs já estão presentes em todos os processos da construção civil. Como parâmetro, ela cita o “Mapa de Construtechs e Proptechs 2021”, produzido pela Terracotta Ventures, empresa de investimentos em negócios de tecnologia no setor de construção e no mercado imobiliário.

De acordo com o levantamento, atualmente as startups estão presentes em quatro &aacut


Aos poucos, o setor da construção civil brasileira finalmente se volta para a industrialização. E, assim como ocorre em outras atividades, esse movimento tem sido liderado por startups, que na construção ganharam o nome específico de construtechs.

É o caso da Prevision, construtech brasileira dedicada ao planejamento e gestão eficientes de obras. Mas a empresa não está sozinha. Segundo a CEO Paula Lunardelli, já existem diversas startups focadas em diferentes etapas de produção, desde a fase de projeto e viabilidade até a entrega e aquisição dos empreendimentos, passando pela atividade construtiva em si.

Segundo ela, as tecnologias atuais que impulsionam a construção industrializada incluem soluções como a aplicação de drones para captação dos terrenos na fase inicial dos projetos, realidade aumentada no momento da aquisição e tecnologias de análises preditivas (ou IoT – Internet das Coisas) na fase de operação. Mas não fica só nisso.

Afinal, essa evolução também inclui as chamadas proptechs (property technologies), acrônimo utilizado para descrever as tecnologias aplicáveis ao espaço do setor imobiliário, sejam softwares (plataformas de gestão), hardwares (sensores) ou materiais (como tijolos que atuam como baterias em painéis solares). “Olhando para prioridades das empresas do segmento, é possível dizer que a inteligência artificial e as ferramentas de Big Data e Analytics figuram entre as tecnologias mais cotadas para contratação nos próximos anos”, comenta a executiva.

PARÂMETROS

Como ressalta Lunardelli, as construtechs já estão presentes em todos os processos da construção civil. Como parâmetro, ela cita o “Mapa de Construtechs e Proptechs 2021”, produzido pela Terracotta Ventures, empresa de investimentos em negócios de tecnologia no setor de construção e no mercado imobiliário.

De acordo com o levantamento, atualmente as startups estão presentes em quatro áreas macro: “Projeto e Viabilidade”, “Construção”, “Aquisição” e “Propriedade em Uso”. Na primeira, existem categorias mais voltadas para a construção, como burocracia pública, crowdfunding, inteligência de mercado, mapeamento, projeto, loteamentos, smart cities, terrenos e outras subcategorias.

No caso da área de Construção, as categorias incluem orçamento, gestão de obra e de documentos, mapeamento e acompanhamento, métodos construtivos, maquinário e materiais, sustentabilidade, pós-obra e outras. “Nas demais áreas macro, há diversas categorias e subcategorias que podem se relacionar com a construção civil, mas que têm maior atuação no mercado imobiliário”, ela ressalta. “Isso inclui as categorias de compartilhamento de espaços (coliving), condomínios, smart homes e outras.”

Segundo Paula Lunardelli, startups são focadas em diferentes etapas, desde o projeto e até a aquisição dos empreendimentos

É certo que todos esses novos conceitos estão mudando a realidade da construção. De acordo com Íria Doniak, presidente executiva da Associação Brasileira da Construção Industrializada de Concreto (Abcic), as construtechs contribuem para ampliar a modernização do setor, seja ao acelerarem a transformação digital, contribuírem para o aumento da produtividade e economia dos processos, induzirem novos modelos de negócios ou inserirem tecnologias voltadas para a Construção 4.0. “De modo geral, há um melhor aproveitamento em gestão e monitoramento dos empreendimentos, otimizando as soluções em engenharia, os sistemas construtivost e as tecnologias de materiais, que requerem a expertise de pesquisadores, arquitetos e engenheiros dedicados ao tema”, ela aponta.

Para Íria Doniak, modernização do setor estimula o aumento da produtividade e a racionalização dos processos

Isso explica por que as mudanças no setor têm se acelerado rapidamente nos últimos anos. “Atualmente, há mais de 800 construtechs e proptechs ativas no Brasil”, posiciona Lunardelli. “Elas resolvem as dores do mercado com tecnologias e soluções inovadoras.”

TRANSFORMAÇÃO

Mas nem sempre foi assim. De acordo com a especialista da Prevision, “o setor da construção civil sempre teve uma cultura muito tradicionalista, o que dificultava as mudanças”.

Nesse ponto, a presidente executiva da Abcic tem a mesma percepção. Em uma análise comparativa, ela diz que a construção não acompanhou o nível de evolução tecnológica de outros setores, como o agronegócio e a indústria automobilística, por exemplo.

Apostando na inovação, as construtechs têm sido fundamentais para esse necessário processo de transformação, pois oferecem tecnologias que aprimoram todas as etapas de uma obra, dentro ou fora do canteiro. “Além disso, elas estão presentes em diversas áreas, colaborando nas etapas de prospecção, orçamento, gestão, monitoramento, locação de equipamentos, gerenciamento de resíduos e segurança do trabalho, dentre outros”, comenta Doniak.

Obviamente, o mercado está cada vez mais atento a isso. Para o gerente de engenharia da Rottas Construtora e Incorporadora, Rodrigo Cardoso, a construção civil sempre foi vista como uma “indústria de incertezas”, marcada pela baixa produtividade, o que explica o surgimento de tantas construtechs nos últimos anos, ligadas às oportunidades de tornar o setor mais produtivo por meio da tecnologia. “O que vai se evidenciar nos próximos anos é a consolidação desse movimento, que está no radar dos grandes investidores”, diz ele. “Novas tecnologias e modelos de negócio irão ampliar a margem das empresas, que irão reinvestir e criar um ciclo muito forte de crescimento, em especial no setor imobiliário.”

Construção pode superar as incertezas da baixa produtividade, diz Rodrigo Cardoso

Ou seja, o mercado da construção civil e imobiliário finalmente entendeu que, por meio da inovação, é possível melhorar a produtividade, diminuir os custos e aumentar a rentabilidade. “A inovação faz com que as empresas se tornem mais competitivas e eficientes”, resume Doniak, da Abcic.

INDUSTRIALIZAÇÃO

Para alcançar esse objetivo, todavia, é fundamental a adoção de novos processos e tecnologias. No rol dos principais sistemas construtivos industrializados, recapitula a executiva da Abcic, estão incluídas as tecnologias de pré-fabricados em concreto e estruturas metálicas, já incorporadas ao dia a dia do setor.

Depois disso, chegaram o wood frame (madeira), drywall (gesso), steel frame (aço) e light steel frame (placas de aço galvanizado leve). Mais recentemente, fortaleceram-se as opções de fusão da engenharia civil com a de produção, com a possibilidade de modularização e de mudança do canteiro para uma linha de montagem (construção off-site).

O ambiente industrial, observa Wanderson Leite, é favorável para a imersão em Big Data, BIM e sistemas on-line

Não que isso seja uma novidade totalmente inédita, pois já houve aplicações prévias dessas técnicas de modo incipiente no país. “É bom lembrar que o módulo pronto é uma construção em 3D, mas o conceito também é aplicável em 2D, quando montamos os módulos com painéis, por exemplo”, explica Doniak. “E que o módulo 3D pronto também já foi muito utilizado para banheiros e celas de presídios em algumas regiões do país, quando ainda era chamado de monobloco.”

Além disso, a executiva acentua que, nos anos 2000, muitos empreendimentos hoteleiros de estrutura convencional já adotavam fachadas pré-moldadas de concreto e divisão interna em drywall. “Esse modelo imprimia velocidade a esse tipo de empreendimento, em que o retorno rápido do investimento (‘payback’) era fundamental”, completa.

Agora, a técnica se disseminou. Em outros continentes, especialmente na Ásia, a construção modular tem crescido rapidamente. Com a eclosão da pandemia, o mundo assistiu atônito à construção de hospitais com módulos em aço na China, em cronogramas impressionantes de apenas alguns dias. Já em Singapura, recentemente foi erguido o maior empreendimento de construção modular em concreto do mundo, com 40 andares. O projeto habitacional Clement Canopy possui duas torres com 140 m de altura cada. “Foram utilizados 1.889 módulos para 505 apartamentos de luxo, cada módulo com peso entre 16 a 29 toneladas”, descreve Doniak.

Ainda em Singapura, o projeto Avenue South Residences – também projetado em concreto – deve superar o Clement Canopy com seus 56 andares. “Com distintos sistemas construtivos e materiais, a industrialização da construção civil avança no mundo todo e tem um grande potencial de crescimento no Brasil”, afirma a especialista.

MIX DE SISTEMAS

Um bom exemplo disso é o empreendimento Parque da Cidade, em São Paulo (SP), que compreende três torres com 17, 20 e 23 pavimentos. Executado em 26 meses, o projeto – vencedor do “Prêmio Produtividade #DoMesmoLado”, da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) – adotou um mix de sistemas construtivos.

No núcleo central, explica Doniak, o uso de formas trepantes executadas in loco integra os pavimentos com lajes alveolares pré-fabricadas de concreto protendido, vigas também pré-fabricadas de concreto protendido e pilares moldados no local.

Os subsolos foram integralmente construídos com elementos pré-fabricados de concreto e as fachadas com painéis pré-fabricados. Em alguns pontos, também houve a introdução de elementos metálicos. “Com particularidades de terreno e de concepção arquitetônica, o projeto teve um resultado excepcional na integração de todas as disciplinas e tecnologias disponíveis”, complementa.

Fusão da engenharia civil com a de produção se fortalece com a modularização e a mudança do canteiro para uma linha de montagem

Para a construção do empreendimento, também houve a adoção de tecnologias de execução e monitoramento, como o levantamento aerofotogramétrico por drones. “Esta tecnologia também foi adotada para o monitoramento da execução do avanço vertical e horizontal do empreendimento, comparando ao Modelo BIM (4D – Planejamento)”, diz a executiva.

Além das mudanças nos processos construtivos, a tecnologia tem contribuído em outros pontos para uma maior produtividade nas obras. O ambiente industrial é favorável para a imersão nessa revolução, especialmente quando se fala em uso de Big Data, BIM e sistemas on-line.

Analisando o mercado imobiliário, Wanderson Leite, CEO da Prospecta Obras (startup que mapeia obras em andamento no Brasil), afirma que a realidade virtual já é uma das principais tecnologias utilizadas no segmento.

Segundo ele, essa tecnologia vem crescendo entre as construtoras para auxiliar na demonstração de imóveis na planta, sem necessidade de maquete física. “A imersão que proporciona é enorme, permitindo a visualização do imóvel em 360º, o que ajuda muito nas vendas”, comenta.

Mas, para que tudo isso finalmente se consolide, ainda falta uma maior profissionalização dos colaboradores da construção civil, para que se tornem mais qualificados e produtivos no novo cenário. “Se estamos trabalhando com sistemas construtivos mais inovadores, a nossa mão de obra precisa acompanhar essa evolução”, aponta Leite. “Para atingirmos altos índices de produtividade, não há outro caminho senão a profissionalização.”

Setor de estruturas metálicas bate recorde de produção

De acordo com a Associação Brasileira da Construção Metálica (ABCEM), o setor da construção civil é responsável por 34% do volume total de aço consumido no Brasil, o que tem levado empresas do segmento de estrutura metálicas a recordes de produção.

É o caso da Brafer, de Araucária (PR), cuja produção aumentou mais de 50% em 2020, com produção de aproximadamente 40 mil toneladas de estruturas metálicas. Com isso, o faturamento da empresa registrou incremento de 40% em relação a 2019, ultrapassando a faixa de R$ 420 milhões.

Setor da construção é responsável por 34% do volume total de aço consumido no Brasil

E o mercado interno continua bastante aquecido. Em março deste ano, por exemplo, a Brafer bateu seu recorde histórico de produção diária, com mais de 130 toneladas. “Desde 2016, havia a perspectiva de entrada em novos mercados e, também, de um crescimento gradual”, diz Marino Garofani, presidente da empresa. “A pandemia afetou a empresa, principalmente em relação ao valor do aço. Porém, como atuamos com atividades consideradas essenciais, pudemos manter e até mesmo expandir nossa atuação.”

Com produtos mais tecnológicos, consumo de vidro cresce no Brasil

A procura pelo vidro teve um aumento significativo no Brasil. Segundo relatório da Associação Brasileira dos Distribuidores e Processadores de Vidros Planos (Abravidro), o vidro temperado se destacou como o principal produto da indústria no país em 2020. Com faturamento acima de R$ 3 bilhões, o segmento já responde por 56,7% da produção, em um aumento de 1,3% sobre 2019. O laminado também cresceu, fechando participação em 11,1%. “Os números mostram um consumidor mais consciente e exigente, que busca por produtos que agregam benefícios que vão além da estética”, diz Mônica Caparroz, gerente de marketing da Cebrace.

Com conforto térmico e eficiência energética, produtos agregam benefícios que transcendem a estética

Segundo a especialista, o vidro temperado é cinco vezes mais resistente que o vidro comum, o que confere ganhos térmicos e de proteção contra impactos. Já o vidro laminado, também considerado um vidro de segurança, é composto por duas ou mais placas unidas por camadas de uma película plástica de alta resistência. Além disso, o material tem ainda a função de filtrar os raios UV, influindo na regulagem de temperatura e, portanto, no consumo de eletricidade. “Nossas pesquisas mostram que o conforto térmico e a eficiência energética são cada vez mais essenciais em um projeto”, completa Caparroz.

Grupo detrabalho busca elevaro nível de produtividade do setor

Desde o ano passado, o Grupo Técnico Consultivo (GTC) vem atuando na elaboração e coordenação das ações relacionadas à meta 9 – Incentivo à construção industrializada, inclusa no edital nº 3/2019, do Ministério da Economia, cujo objetivo é apoiar a execução de ações que tragam ganhos de produtividade e competitividade ao setor da construção civil.

Convocado pela Rede Catarinense de Inovação (Recepeti), vencedora do edital, o GTC é formado por representantes de diferentes elos da cadeia produtiva da construção, incluindo fabricantes de materiais, componentes e sistemas construtivos, construtoras, incorporadoras e projetistas, além de pesquisadores e integrantes do Ministério da Economia.

Articuladas em nove metas, as ações buscam contribuir para a redução da burocracia e aumento da produtividade no setor, seja por meio de atividades que promovam a convergência de códigos, melhorias nos processos e disseminação do BIM, como por ações de incentivo à construção modular e industrializada.

Incentivo à construção industrializada é estratégico para o setor

PADRONIZAÇÃO

Liderada pela Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat), a execução conta com a participação da Sobratema, que atua no planejamento estratégico. Segundo o vice-presidente da Sobratema, Paulo Oscar Auler Neto, a padronização de códigos é especialmente desafiadora, em função da dimensão exponencial de elementos a serem codificados. “O primeiro passo é a definição clara das regras de codificação, para que os diferentes elementos possam ser classificados dentro de um padrão lógico bem-definido”, explica o especialista, esclarecendo que esse critério precisa ser validado na forma de Norma, para ser utilizado por todos. “Sem esta validação, temos o risco de que cada fornecedor adote as suas próprias regras ou mesmo regras de padronização validadas em outros mercados”, diz.

Na sequência, prossegue Auler Neto, vem o processo de motivação para que fabricantes, fornecedores e projetistas invistam em recursos de classificação de seus produtos, hospedando as informações em uma rede de base de dados compartilhável, dando forma a uma biblioteca nacional BIM. “Essa atividade exige tempo e dinheiro, mas em contrapartida traz os benefícios que a metodologia BIM oferece”, observa.

AMBIENTE REGULATÓRIO

Esforços consideráveis, sem dúvida. Como destaca Laura Marcellini, diretora técnica da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat), somente ações conjuntas que reúnam entidades, órgãos governamentais e empresas podem ajudar a atualizar o ambiente regulatório, eliminando as barreiras que ainda impedem a construção industrializada de ganhar mais espaço no país. “Somente a tecnologia não basta, se não fizermos uma gestão adequada dos recursos”, afirma. “Muitas vezes, contamos com tecnologias, equipamentos e soluções, mas não temos uma lei que estimule esse potencial”, diz Marcellini.

De acordo com ela, há um movimento plurissetorial atuando nas esferas institucionais, buscando mostrar ao governo as vantagens da industrialização da construção. “O que se busca é elevar o nível de produtividade na atividade”, esclarece.

Sistema construtivo inovador da Doka é utilizado no Brasil

Já utilizado em obras como a do edifício Burj Khalifa, em Dubai, o inovador sistema construtivo da empresa austríaca Doka emprega sistema diferenciado de execução e diversos traços de concreto, inclusive de alta de alta resistência (50 Mpa), além de aditivos especiais, o que exige a realização de vários ensaios até se chegar à resistência, plasticidade e trabalhabilidade ideal do material.

Sistema construtivo inovador utiliza diferentes traços de concreto e de fôrmas metálicas

Na fase de execução, também são realizadas diversas análises para a produção de um protótipo em escala real com fôrmas metálicas. “É um sistema duplo de execução, pois além da fôrma metálica, utilizamos um compensado interno para dar a aparência do concreto”, explica o engenheiro Carlos Makohin, da construtora Teich, que está utilizando o mesmo processo na obra do prédio AGE360, em Curitiba (PR).

Segundo ele, no projeto brasileiro foram considerados os mesmos tipos de aço e concreto para o protótipo, sem a presença de agulhas internas – uma das evoluções do processo –, garantindo o acabamento estético, com uso da fôrma geometricamente correta. “Poucas obras possuem uma fachada tão arrojada e marcante, o que torna a construção ainda mais emblemática”, diz o engenheiro.

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